Cotidiano
Colaboradores da Terracom Construções recusa pagamento de PPR, mantém impasse e nova paralisação entra no radar na Baixada Santista
Proposta apresentada pela empresa sobre o pagamento do Programa de Participação nos Resultados (PPR) foi rejeitada pelos trabalhadores / Divulgação
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Mesmo após a retomada dos serviços de limpeza urbana na Baixada Santista, o risco de uma nova paralisação da Terracom Construções voltou a ganhar força.
A proposta apresentada pela empresa sobre o pagamento do Programa de Participação nos Resultados (PPR) foi rejeitada pelos trabalhadores, mantendo o impasse nas negociações.
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Desde a última sexta-feira (20), uma decisão em audiência judicial determinou o retorno de 100% do efetivo às ruas, normalizando temporariamente os serviços nas cidades da região. No entanto, o clima entre a categoria segue de insatisfação.
A greve causou um 'problemão' na região. Com apenas dois dias, a quantidade de sacos de lixo espalhada gerava um caos nas ruas das seis cidades atendidas pela empresa.
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As assembleias realizadas pelo sindicato indicam forte resistência à proposta da empresa. Nesta segunda-feira (23), trabalhadores se reuniram em diferentes pontos de Guarujá, incluindo o Margaridão da Enseada, na Vila Zilda.
Segundo o sindicato, a rejeição foi unânime entre os presentes, que consideraram os valores apresentados insuficientes.
De acordo com informações do Siemaco Baixada Santista, divulgadas na última sexta-feira (20), a proposta da empresa previa o pagamento de apenas 20% adicionais sobre o valor já recebido do PPR.
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A categoria, no entanto, recusou a oferta e manteve a posição defendida pelo sindicato, que pleiteia o pagamento de mais 50% sobre o valor já pago. A decisão foi tomada em assembleia realizada na garagem da Terra Santos, com participação dos trabalhadores.
Ainda segundo o sindicato, a rejeição reforça o protagonismo da categoria nas decisões e na condução das negociações. Apesar disso, o retorno às atividades foi mantido em respeito à determinação judicial, com 100% do efetivo em operação.
Uma nova audiência está marcada para quarta-feira, às 17h. Na ocasião, o sindicato deve comunicar oficialmente à Justiça a recusa da proposta.
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A depender do resultado, a possibilidade de retomada da greve volta ao cenário, o que pode impactar novamente a coleta de lixo e a limpeza urbana em cidades da região.
Em nota oficial divulgada na sexta-feira (20), a Terracom Construções, o Consórcio PG Eco Ambiental e a concessionária Terra Santos Ambiental informaram que houve acordo na audiência realizada na trabalho/">Justiça do Trabalho, em São Paulo, com o encerramento das paralisações.
Segundo as empresas, a decisão garantiu a retomada integral dos serviços de limpeza urbana em cidades como Santos, Praia Grande, Cubatão, Guarujá, Bertioga e São Vicente, com todas as unidades operacionais liberadas para funcionamento normal.
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As companhias afirmam ainda que o processo de normalização foi iniciado imediatamente após o acordo, com comunicação à categoria e realização de assembleia em Santos para formalizar os encaminhamentos.
Na nota, o grupo sustenta que o pagamento do PPR foi realizado conforme critérios definidos em acordo coletivo, com base em indicadores técnicos aplicados ao longo dos anos.
Ainda segundo o comunicado, como parte da conciliação, foi decidido de forma voluntária o pagamento adicional equivalente a 50% da métrica atingida pelos colaboradores no perÃodo, complementando o valor originalmente calculado.
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As empresas destacaram que a medida reforça o compromisso com os trabalhadores e a valorização dos mais de 6 mil colaboradores do grupo.