Grécia tem até meia-noite de amanhã para apresentar propostas de reformas

Hoje, num debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, Tsipras garantiu que vai apresentar na quinta-feira propostas “concretas” e “credíveis”

O Governo grego tem prazo limite até meia-noite de amanhã (9) em Bruxelas para apresentar as propostas detalhadas de reformas, disse hoje (8) a Comissão Europeia, que reiterou que domingo (12) será mesmo o dia decisivo.

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“O prazo limite para submeter propostas está claramente fixado para meia-noite de quinta-feira, de forma que possam começar a ser avaliadas pelas três instituições [Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional] na sexta-feira de manhã”, indicou uma porta-voz da comissão, Mina Andreeva.

Ela lembrou que o calendário de procedimento já está em marcha e que o primeiro passo foi o governo grego formalizar um pedido de ajuda junto ao Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) – o terceiro resgate, o que ocorreu na manhã de hoje, tal como previsto.

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“Depois, precisamos receber um pedido do MEE para conduzir uma análise da sustentabilidade da dívida e avaliar as necessidades financeiras e, em paralelo, precisamos receber as propostas de reformas” que o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, se comprometeu, na cúpula do euro realizada na terça-feira, a apresentar no prazo de dois dias.

“A data limite foi estabelecida até quinta-feira à meia-noite e só então serão analisadas pelas três instituições, que terão que submeter as suas análises ao Eurogrupo, que prepara a cimeira do euro prevista para domingo, que vai decidir se temos as bases para discutir um novo programa”, concluiu.

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Hoje, num debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, Tsipras garantiu que vai apresentar na quinta-feira propostas “concretas” e “credíveis”.

Caso não seja alcançado um acordo no domingo, a Europa partirá então para o chamado “Grexit”, a saída da Grécia da zona euro, como já admitiram publicamente vários líderes europeus. O presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, disse na terça-feira que Bruxelas já tem “um plano detalhado” para esse cenário.