Governo se desespera com praga ‘imortal’ e lança recompensa alta por ideia de aniquilação

De acordo com os gestores, o problema está relacionado à rápida capacidade de dispersão desses moluscos por lagos, rios e reservatórios

Mexilhao-dourado

Animal invade rios e reservátorios e preocupa/Wikimidia

Autoridades da Califórnia lançaram um desafio inusitado para tentar frear o avanço de uma espécie invasora que vem causando preocupação ambiental e prejuízos à infraestrutura hídrica do estado.

Em suma, a proposta prevê o pagamento de até US$ 200 mil, algo em torno de R$1 milhão, para quem apresentar uma solução eficiente para controlar a proliferação dos mexilhões.

De acordo com os gestores, o problema está relacionado à rápida capacidade de dispersão desses moluscos por lagos, rios e reservatórios.

Esses animais se fixam em superfícies submersas e podem formar grandes colônias, afetando tubulações, bombas e equipamentos utilizados no abastecimento de água.

A iniciativa busca incentivar pesquisadores, engenheiros, empresas e inovadores a desenvolver tecnologias capazes de impedir a disseminação dos mexilhões sem causar impactos significativos ao meio ambiente.

Segundo os organizadores do desafio, uma das principais formas de propagação ocorre por meio de embarcações. Larvas microscópicas podem permanecer em compartimentos com água e ser transportadas para outros locais, facilitando a invasão de novos ecossistemas.

Além dos prejuízos econômicos, especialistas alertam para os impactos ambientais causados pelos mexilhões invasores. Ao filtrar grandes quantidades de partículas da água, eles alteram o equilíbrio natural dos ambientes aquáticos e podem afetar diversas espécies nativas.

O programa de recompensa será realizado em etapas. As propostas mais promissoras passarão por avaliações técnicas e testes práticos até que uma solução considerada viável seja selecionada. O prêmio máximo poderá chegar a US$ 200 mil para os projetos que demonstrarem maior potencial de aplicação.

Com a medida, as autoridades esperam encontrar alternativas inovadoras para evitar que a infestação avance ainda mais nos sistemas hídricos da região, reduzindo os custos de manutenção e protegendo os recursos naturais do estado.

Praga no Brasil

Em 2025, o registro de outra espécie, o mexilhão-verde, em praias paradisíacas do litoral paulista, incluindo áreas de preservação ambiental, chamou a atenção de pesquisadores.

Originária das águas quentes do Indo-Pacífico, a espécie é considerada invasora e preocupa especialistas devido ao seu potencial de desequilibrar ecossistemas marinhos e avançar por grande parte da costa brasileira.