Cotidiano
A Operação Verão Integrada amplia segurança, saúde, saneamento e defesa civil para atender 7,5 milhões de turistas
O Governo de São Paulo intensificou as ações da Operação Verão Integrada para o Carnaval 2026 / Divulgação/Governo de SP
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O Governo de São Paulo intensificou nesta sexta-feira (13) as ações da Operação Verão Integrada para o Carnaval 2026, com reforço na segurança pública e ampliação de serviços essenciais no litoral paulista. É a primeira vez que o planejamento para o período de maior fluxo turístico ocorre de forma integrada, reunindo o aumento do policiamento, da rede de saúde, a ampliação da infraestrutura de serviços essenciais e a garantia de atendimento à população.
A operação terá reforço de viaturas, aeronaves e drones, além da mobilização de cerca de 4 mil policiais para as cidades do litoral, sendo considerado o maior contingente já registrado na história.
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A temporada deve registrar números recordes no estado, com 16,7 milhões de turistas (alta de 4,3%) e movimentação direta de R$ 41 bilhões até fevereiro, segundo o Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP).
Apenas no litoral paulista, a expectativa é de 7,5 milhões de visitantes, sendo 1,95 milhão concentrados no Litoral Norte, crescimento de 5,7% em relação ao período anterior.
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A Operação Verão Integrada mobiliza 4.075 policiais militares e 436 viaturas nos litorais norte e sul, o que representa aumento de 22,7% no efetivo em comparação a 2024, com apoio da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros. Pela primeira vez, o monitoramento da orla conta com sete drones e três aeronaves, ampliando a vigilância aérea e tecnológica.
Cerca de 2,8 mil policiais atuam na Baixada Santista e 861 no Litoral Norte, além da participação de 253 bombeiros e 147 policiais do Policiamento Rodoviário. O planejamento inclui unidades especializadas, como os Comandos de Policiamento de Choque, Rodoviário, Ambiental e de Aviação, além do reforço no Centro de Operações da Polícia Militar.
Ao menos 13 cidades do litoral sul e norte integram o programa Muralha Paulista, com aproximadamente 1,7 mil câmeras, parte delas equipadas com tecnologia de reconhecimento facial e leitura de placas, ampliando a capacidade de monitoramento e resposta durante o Carnaval.
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A Sabesp também reforçou de forma preventiva suas estruturas no litoral, com a mobilização de 288 caminhões-pipa para áreas críticas, 114 geradores de energia em pontos estratégicos, 10 estações móveis de tratamento de água (ETAs) e 157 bombas para uso em situações emergenciais em regiões com alto fluxo turístico.
Os equipamentos estarão disponíveis no Litoral Norte, Baixada Santista, Região Metropolitana de São Paulo, Vale do Paraíba e outras áreas consideradas sensíveis. As ações seguem até o dia 22, com reforço das equipes de campo e sistema especial de monitoramento durante todo o período do Carnaval.
A companhia investe R$ 2 bilhões em obras e melhorias no sistema de distribuição de água e tratamento de esgoto. Entre as ações, estão sete novos reservatórios com capacidade total de 42 milhões de litros. Outros 23 reservatórios estão em construção na Baixada Santista.
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Na área de saneamento, a Sabesp investe R$ 2 bilhões em ações de distribuição de água e tratamento de esgoto, ampliando a infraestrutura para atender moradores e turistas durante a alta temporada. Parte desses recursos foi destinada à construção de sete novos reservatórios de água tratada, com capacidade total de 42 milhões de litros. Um deles é o reservatório de Perequê-Mirim, em Ubatuba, com capacidade para abastecer, de uma só vez, cerca de 2 mil caixas-d’água.
A companhia investe, anualmente, quatro vezes mais na Baixada Santista em comparação ao período pré-desestatização: são R$ 2 bilhões por ano, ante R$ 500 milhões anteriormente. Estão em construção 23 novos reservatórios, que representam acréscimo de 130 bilhões de litros na capacidade de armazenamento da região.
Na área da saúde, foram destinados R$ 54 milhões para ampliar os atendimentos no litoral durante a temporada de verão. A Baixada Santista recebeu R$ 42,6 milhões, utilizados pelos municípios para a compra de medicamentos, insumos médicos e ampliação da capacidade de atendimento.
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O Vale do Ribeira contou com R$ 2,7 milhões para reforço das equipes médicas durante o verão, instalação de contêiner com equipe de saúde e abertura de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Iguape. Já o Litoral Norte recebeu R$ 8,6 milhões destinados ao reforço das equipes de urgência e emergência, além da aquisição de medicamentos e insumos.
Além disso, o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo coordena ações junto às Vigilâncias Sanitárias Municipais, responsáveis pela inspeção de estabelecimentos e vendedores ambulantes que comercializam alimentos e bebidas alcoólicas, incluindo a verificação da origem e procedência dos produtos.
Em outra frente, o CVS atua em campo para coibir a venda e o consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos, conforme a Lei Estadual nº 14.592/2011. O objetivo é orientar o comércio e a população sobre as regras de comercialização e os riscos do consumo precoce, com foco na prevenção e no cumprimento da legislação.
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As ações ambientais também foram intensificadas. O projeto Verão no Clima reuniu mais de 10 mil pessoas em atividades de educação ambiental, oficinas culturais e esportivas na Baixada Santista, no Litoral Sul e no Litoral Norte.
A iniciativa resultou na coleta de mais de duas toneladas de resíduos em praias de municípios como Itanhaém, Peruíbe, Bertioga, Ilha Comprida, Praia Grande, Ubatuba, Santos, Caraguatatuba e Guarujá.
O monitoramento da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) indicou que até 84% das praias estão próprias para banho, entre 175 pontos avaliados ao longo de 256 quilômetros do litoral.
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A Defesa Civil do Estado de São Paulo investiu R$ 1,4 milhão na aquisição de viaturas, caminhões-pipa, balsas e kits de combate a incêndio, além da execução de obras em municípios como Peruíbe, São Sebastião e Ubatuba, onde uma ponte já foi entregue.