Governo Federal pode ‘bancar’ sua moto nova ainda em 2026

Nos bastidores, a expectativa é que o anúncio oficial ocorra ainda neste mês de junho

Medida está sendo desenhada e pode funcionar ainda em 2026/Pixabay

Depois dos motoristas de aplicativos, o Governo Federal decidiu voltar sua atenção aos motociclistas e pode bancar sua moto ainda em 2026.

A bola da vez é o programa “Move Motos”, uma nova linha de crédito que pretende facilitar a compra ou a troca de motocicletas utilizadas para o trabalho.

A medida deve oferecer um teto entre R$ 10 mil e R$ 20 mil por CPF. Atualmente, uma motocicleta da categoria custa cerca de R$ 17,8 mil no mercado nacional.

Nos bastidores, a expectativa é que o anúncio oficial ocorra ainda neste mês de junho.

No entanto, a iniciativa enfrenta obstáculos.

O principal deles é a resistência dos bancos, que temem o alto risco de inadimplência e a dificuldade de recuperar as motocicletas em casos de calote.

Para viabilizar o programa, o governo estuda uma nova estratégia. A ideia é utilizar o Fundo de Garantia de Operações (FGO) para cobrir eventuais atrasos nos pagamentos e reduzir os riscos para as instituições financeiras.

Quem tem direito?

Pelo desenho inicial da medida, o trabalhador precisará comprovar que presta serviços para plataformas digitais, como o iFood, há pelo menos seis meses.

A exigência tem uma explicação. Os aplicativos descontarão as parcelas diretamente dos valores recebidos pelos entregadores, reduzindo o risco de inadimplência.

Atualmente, o mercado de entregas por aplicativos no Brasil reúne entre 700 mil e 1,2 milhão de trabalhadores.

O que te separa da sua moto nova?

Para que a linha de crédito “Move Motos” seja efetivamente colocada em prática, o governo federal precisa alinhar os últimos detalhes técnicos e superar entraves estratégicos com o setor financeiro.

O primeiro passo é o anúncio oficial do programa, cuja expectativa por parte dos técnicos do Executivo é que ocorra ainda neste mês de junho de 2026.

Antes da liberação dos financiamentos, o Ministério da Fazenda precisa definir o valor exato do aporte financeiro que será destinado ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), mecanismo essencial para mitigar o risco de inadimplência e dar segurança aos bancos.

Além disso, o governo ainda trabalha para vencer a forte resistência das instituições financeiras privadas, que historicamente evitam o financiamento massivo de motocicletas por considerarem um mercado de alto risco, devido à facilidade de ocultação do veículo em caso de calote.