Governo do Estado não tem matrícula do IML; não há como reformá-lo

O imóvel, localizado na Avenida Martins Fontes, 1215, no Saboó, é da Prefeitura. A informação foi obtida ontem por vereadores de Santos

Finalmente descoberto o motivo do Instituto Médico Legal (IML) de Santos estar sucateado, causando problemas para funcionários e cidadãos que procuram os serviços no órgão.

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O imóvel, localizado na Avenida Martins Fontes, 1215, no Saboó, é da Prefeitura de Santos. A Administração informou ontem que o prédio está matriculado no 1º Serviço de Registro de Imóveis de Santos, sob o nº 86.287.

A Prefeitura completa revelando que a transmissão do bem ao Estado encontra-se em andamento. Portanto, sem a transmissão do imóvel, o Governo do Estado não pode promover nenhuma reforma e ampliação no edifício, construído há pelo menos 20 anos.

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O Diário apurou também ontem que há um outro terreno, cedido pela União à Prefeitura de Santos, próximo do Necrotério da Santa Casa de Misericórdia de Santos (Rua Doutor Cláudio Luís Da Costa, 50 – Jabaquara), que até hoje aguarda tratativas entre o Estado e o Município para viabilizar a matrícula para posterior construção de um novo IML.

Existe um projeto pronto para construção do novo IML junto com o Instituto de Criminalística, que hoje funciona no Palácio da Polícia, que também está sucateado.   

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As informações foram obtidas por intermédio da Comissão Permanente de Segurança da Câmara, que esteve reunida na manhã de ontem, a portas fechadas, com a direção do IML para levantar todos os problemas operacionais e estruturais visando a busca de uma solução.

A Imprensa foi impedida de acompanhar o encontro, que durou cerca de 50 minutos.  
A Comissão é formada pelos vereadores Sérgio Santana (PR); Antônio Carlos Banha Joaquim (PMDB) e Bruno Orlandi (PSDB).

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Estiveram também presentes os vereadores Carlos Eduardo Barbosa, o Cadú (PTB), e Pedro Garófalo, respectivamente presidente e secretário geral da União dos Vereadores da Baixada Santista (Uvebs).

Denúncia

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A iniciativa da Comissão ocorreu por conta da recente denúncia do vereador Rui de Rosis (PMDB) sobre o último alagamento do IML, revelando “sangue misturado à água correndo pela Avenida Martins Fontes”, após o imóvel ser invadido pela água das chuvas, obrigando a direção a fechar o IML e transferir os corpos para o órgão de Guarujá. A água atingiu o segundo degrau da escadaria principal do imóvel.

“O Ministério Público (MP) já detectou a falta da matrícula e firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) visando regularizar a situação. Sem ela, não há como o Estado realizar qualquer obra ou benfeitoria no imóvel. Não pudemos instalar sequer um tomógrafo. Quem tem que providenciar isso são os governos municipal e estadual”, confirmou Banha, ressaltando que o Estado só pode fazer pequenos reparos no prédio. “Só o necessário para funcionamento do serviço, a manutenção”, completou.

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Efetivo

Além da situação imobiliária, os parlamentares descobriram desfalque de funcionários – o órgão funciona com menos 1/3 de seu efetivo. Foi feito um concurso público em 2013, mas todos os aprovados ainda não foram chamados.

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“Faremos uma audiência pública para levar todos os problemas para o Estado. Nossa proposta será um IML regional, para concentrar todos os profissionais em um único local estratégico para toda a região”, disse Santana.

Orlandi disse que também será discutida a possibilidade de juntar o IML com o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), que funciona no Hospital Guilherme Álvaro.

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Já o vereador Cadú revelou que foi informado ontem que Praia Grande poderá contar com seu IML em maio próximo. “O problema é que cada vez que perguntamos, aumenta um mês de prazo”, salientou.  

Levantamento

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Segundo apurado ontem, não existe solução no atendimento, pelo menos a curto prazo, enquanto todos os concursados regionais não forem convocados e não for feito outro concurso para atendimento de todo o Estado.

Atualmente, Santos possui seis médicos legistas e Guarujá apenas um, quando deveria ter seis, bem como Praia Grande (cujo IML que está fechado). O IML de Registro só possui quatro médicos.

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O IML de Santos atende nove cidades, que engloba municípios até Pedro de Toledo. O órgão de Guarujá atende Bertioga até o pé da serra da Estrada Mogi Bertioga.  

Estado

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A Secretaria de Segurança Pública do Estado foi procurada mas, até às 19h30, fechamento da reportagem, não se posicionou a respeito do assunto.

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Santos informa que se colocou à disposição no auxílio de elaboração projeto caso, eventualmente, o Governo do Estado escolhesse um novo local para construir a sede do IML mas, até o momento, não há  definição, por parte do Estado,