Cotidiano

Governo do Egito cria comissão para investigar confronto que provocou 42 mortes

Os incidentes foram causados por confrontos entre militares, simpatizantes do governo deposto de Mouhamed Mursi e do atual regime

Pedro Henrique Fonseca

Publicado em 08/07/2013 às 12:29

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O presidente interino do Egito, Adly Mansour, criou uma comissão judicial para investigar os incidentes violentos registrados hoje (2), no Cairo, em frente ao Quartel-Geral da Guarda Republicana, que matou pelo menos 42 pessoas e deixou 300 feridas. Os incidentes foram causados por confrontos entre militares, simpatizantes do governo deposto de Mouhamed Mursi e do atual regime.

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Mansour pediu que a comissão judicial anuncie publicamente os resultados da sua investigação. Em nota oficial, o governo expressou  “profunda tristeza” pelas mortes de civis nos incidentes que, segundo fontes oficiais, ocorreram após uma tentativa de invasão do Quartel-General da Guarda Republicana.

Em comunicado, a Presidência da República do Egito apelou aos manifestantes para que fiquem longe das instalações militares do país, ressaltando que a segurança nacional deve ser prioridade. O comunicado ressaltou que o ato de manifestar de forma pacífica é um direito de todos os cidadãos sob a proteção dos órgãos do Estado.

Um simpatizante do presidente deposto Mohamed Morsi recebe tratamento em um hospital no Cairo, Egito (Foto: Associated Press)

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O Exército egípcio informou que os confrontos ocorreram quando um grupo armado tentou entrar no edifício da Guarda Republicana, no Cairo. Mas a versão é contestada pela Irmandade Muçulmana, que apoia Mursi, e assegura que houve "um massacre" pelas Forças Armadas.

A Irmandade Muçulmana apresentou hoje, em entrevista coletiva, vídeos e cartuchos de bala para provar que os militantes do movimento foram vítimas de disparos do Exército egípcio durante os incidentes ocorridos no Cairo.

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