Cotidiano

Governo de SP estuda na Europa soluções para reciclagem de água e crise hídrica

Comitiva visita Irlanda, Inglaterra e Espanha para estudar reaproveitamento de esgoto e produção de água regenerada como estratégia de resiliência hídrica

Luna Almeida

Publicado em 10/02/2026 às 01:15

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A iniciativa busca avaliar soluções que possam ser aplicadas em São Paulo / Divulgação/Semil

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Uma comitiva do Governo do Estado de São Paulo e da Sabesp iniciou nesta segunda-feira (9) uma missão técnica por países europeus com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre tecnologias voltadas à reciclagem de águas residuais e ao aproveitamento de resíduos do tratamento de esgoto. 

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A iniciativa busca avaliar soluções que possam ser aplicadas em São Paulo, que enfrenta sua pior seca em dez anos, para ampliar a resiliência hídrica e a eficiência dos serviços de saneamento.

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A missão é liderada pela secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, e conta com representantes da Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp), da Cetesb e da Sabesp.

A primeira parada foi em Dublin, na Irlanda, onde o grupo visitou a Ringsend Wastewater Treatment Plant, a maior estação de tratamento de esgoto do país, operada pela Irish Water. 

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No local, os técnicos conheceram soluções que aumentam a eficiência do tratamento, reduzem o tempo de processamento e ampliam o aproveitamento dos resíduos gerados. 

Um dos destaques foi a tecnologia Ephyra, que elevou significativamente a produção de biogás a partir do lodo de esgoto e permitiu expandir a capacidade da estação sem a necessidade de novas obras estruturais.

Segundo Marcel Costa Sanches, diretor de Planejamento e Projetos de Engenharia da Sabesp, experiências como essa dialogam diretamente com projetos já em andamento no estado. 

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Ele explica que as tecnologias adotadas para a modernização das Estações de Tratamento de Esgotos Barueri e São Miguel fortalecem uma lógica de economia circular, com aumento da geração de biogás, uso de energia renovável e redução do volume de lodo transportado, o que diminui emissões de carbono e gera ganhos ambientais relevantes.

Na sequência, a comitiva segue para a Inglaterra, onde visitará instalações da UK Bioresources & Anglian Water. O grupo irá a Colchester, no leste inglês, uma das regiões mais afetadas pela escassez hídrica no Reino Unido. 

O Colchester Water Recycling Centre está em processo de adequação para suprir cerca de 24% da demanda local com água reciclada. Para Natália Resende, a experiência internacional reforça a necessidade de diversificar as fontes de abastecimento. 

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Ela destaca que a construção da resiliência hídrica em um estado populoso como São Paulo depende da combinação de diferentes estratégias capazes de sustentar o crescimento no médio e longo prazo.

A agenda termina em Barcelona, na Espanha. No local, a comitiva visitará a Estação de Tratamento de Água de Sant Joan Despí e participará de reuniões com executivos do setor para debater estratégias adotadas em períodos críticos de escassez hídrica. 

Também estão previstas visitas a uma Estação Depuradora de Águas Residuais (EDAR) e a uma Estação de Regeneração de Águas.

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De acordo com Samanta Souza, diretora executiva de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Sabesp, o cenário de mudanças climáticas torna indispensável a diversificação da matriz hídrica. 

Ela ressalta que essa diretriz é um dos pilares da estratégia da companhia para garantir segurança e resiliência no abastecimento de água a longo prazo.

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