Dois homens enganaram pessoas ao vender morango por um preço, mas passar um valor bem superior na maquininha de pagamento. O crime ocorreu na Avenida Floriano Peixoto, em frente à filial das Casas Bahia, no Gonzaga, na noite de quarta-feira (28). Presos por Policiais Militares, os acusados foram autuados em flagrante por tentativa de estelionato.
Os indivíduos enganaram pessoas ao receber o pagamento por meio de cartões de débito ou de crédito e passar o valor em uma maquininha com o visor parcialmente danificado. No local em que a dupla atuava, eles improvisaram uma mesa com caixas para vender as frutas.
Uma mulher queria comprar uma caixa de morangos no valor de R$ 12,00 oferecido pelos golpistas. Utilizando a tela da maquininha parcialmente sem visão, os acusados digitaram R$ 3.512,00. O sistema do banco suspeitou da operação e não a concretizou.
Em uma segunda tentativa de proceder com o golpe, a dupla inseriu novamente o cartão da cliente no equipamento e digitou o valor de R$ 2.512,00. Outra vez, a transação não foi autorizada pelo banco. Após sair da banca de frutas, a vítima recebeu dois alertas do aplicativo do banco de que as transações foram bloqueadas por suspeita de fraude.
Vendo os valores serem bem além do preço do morango, ela avisou a Polícia Militar. Dois agentes foram checar a denúncia e, ao vê-los, um dos indivíduos jogou algo em uma lixeira e se afastou do local.
Durante buscas na lixeira, os PMs recuperaram a maquininha utilizada no crime. Em seguida, detiveram o golpista. Momentos depois, abordaram o cúmplice em um carro estacionado na Avenida Ana Costa, no qual havia mais caixas de morango.
Na Central de Polícia Judiciária (CPJ), o primeiro acusado admitiu o estelionato, enquanto o seu comparsa manifestou o desejo de permanecer calado
De acordo com um dos acusados, ele e outro homem são de Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo. Um terceiro suspeito estava com a dupla, mas foi liberado por falta de provas.
Em relação aos autuados, foi arbitrada fiança no valor de R$ 1.320,00 para cada um. Como essa quantia não foi paga até o fim da lavratura do flagrante, os indivíduos foram conduzidos à cadeia. (EF)
