Os criminosos enviam e-mails que simulam comunicações oficiais de empresas conhecidas / ImageFX
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Fraudes envolvendo boletos falsos enviados por e-mail continuam se multiplicando no Brasil e atingem consumidores justamente em um ponto sensível da rotina: o pagamento de contas recorrentes. Cobranças de energia elétrica, escola, condomínio, plano de saúde ou internet chegam com tanta frequência que muitos usuários acabam pagando sem conferir os dados com atenção — e é nesse comportamento automático que o golpe acontece.
Os criminosos enviam e-mails que simulam comunicações oficiais de empresas conhecidas. As mensagens costumam trazer logotipos, nome do cliente e valores muito próximos aos das cobranças reais. Em alguns casos, o boleto falso vem anexado em formato PDF; em outros, o e-mail direciona a vítima para um link de pagamento.
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Como tudo parece familiar, o pagamento é realizado rapidamente. Só depois a vítima descobre que o dinheiro foi direcionado para uma conta de terceiros, sem relação com a empresa verdadeira.
Um dos sinais mais importantes está na linha digitável do boleto, especialmente nos três primeiros números, que identificam o banco emissor. Quando esse código não corresponde ao banco que a empresa normalmente utiliza, o alerta deve ser imediato.
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Esse detalhe simples — muitas vezes ignorado — é considerado um dos indícios mais confiáveis de que o boleto é falso.
Além do código bancário, há outros elementos comuns nesse tipo de golpe que ajudam a identificar a fraude antes que o prejuízo aconteça:
E-mail do remetente com domínio estranho ou pequenas variações no nome da empresa
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Mensagens com tom de urgência exagerada ou ameaça de corte imediato do serviço
Valor ligeiramente diferente do que costuma ser cobrado
Nome do beneficiário divergente ao conferir no aplicativo do banco
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Links encurtados ou anexos inesperados
Especialistas apontam que esse tipo de fraude se apoia em três gatilhos psicológicos: rotina, medo de atraso e confiança em marcas conhecidas. Quando esses fatores se combinam, o cérebro tende a pular a etapa de verificação.
Não se trata, necessariamente, de falta de atenção extrema, mas de um comportamento automático comum a quem paga contas online com frequência.
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Para evitar cair nesse tipo de fraude, a recomendação é sempre conferir a linha digitável, verificar o nome do beneficiário antes de concluir o pagamento e comparar os dados com cobranças anteriores. Sempre que possível, o boleto deve ser gerado diretamente no site ou aplicativo oficial da empresa.
Esses cuidados levam apenas alguns segundos e podem evitar prejuízos financeiros que, em muitos casos, levam meses para serem resolvidos.