Gestores e sociedade civil discutem políticas no 2º Encontro Metropolitano de Igualdade Racial

Temas como a políticas de cotas, oficinas de hip hop, combate à intolerância religiosa, o ensino da cultura afro-brasileira entraram em pauta

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22 ABR 201515h04

Os avanços e desafios nacionais das políticas de promoção sobre etnia foram discutidos por gestores e sociedade civil da Baixada Santista no 2º Encontro Metropolitano de Igualdade Racial. O evento aconteceu na quinta-feira (16), na Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) – Campus Guarujá.

A abertura foi feita pela secretária municipal de Coordenação Governamental, Eliane Ribeiro, que representou a prefeita Maria Antonieta de Brito no ato e elencou a importância de Guarujá colocar a temática da questão étnica em sua agenda de políticas públicas. “Nossa Cidade avançou muito nas políticas de igualdade racial. Não podemos desistir de lutar por uma sociedade em que todos possam ter e usufruir dos mesmos direitos. Daqui sairão grandes avanços porque nossa meta é trabalhar sempre por uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária.”

A mesa de debates foram conduzidas pela superintendente de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial de São Vicente, Alessandra Franco, que foi delegada na Conferência Nacional em Brasília, e o diretor do Departamento de Igualdade Racial e Étnica da Prefeitura de Cubatão e coordenador da Câmara Temática Especial de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial, Júlio Evangelista Santos Júnior.

Temas como a políticas de cotas na universidade e no serviço público, oficinas de hip hop, combate à intolerância religiosa, o ensino da história da África e da cultura afro-brasileira nas escolas, por meio da Lei 10.639/2003 e demais políticas públicas implatadas a partir da criação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), do Governo Federal, foram discutidos.

Para o assessor de Políticas Públicas de Igualdade Étnica e Racial da Prefeitura de Guarujá, Rubens Paulo Ferreira, o encontro foi uma oportunidade de discutir 17 propostas de políticas metropolitanas aprovadas na Conferência Nacional, realizada há dois anos. “Avalio que foi muito positivo. Pondero a importância de maior engajamento dos militantes e pessoas que simpatizem com a luta, pois a garantia dos avanços necessitam da continuidade dessa luta”, considerou.

De acordo com Alessandra Franco, o encontro promoveu um espaço para avaliação das conferências realizadas nos âmbitos municipais, regional, estadual e nacional. “Nesse momento metropolitano, tivemos a participação dos nove municípios, com a representatividade de todos os segmentos. Foi um momento de grande articulação e mobilização da Região. Chegamos na nacional com três gestores e três representantes da sociedade civil. Hoje já tivemos o retorno das resoluções da Conapir, porém ainda não do Estado. Esse encontro, restabelece o trabalho da comissão relatora para emitir o relatório final da Baixada. Ainda tivemos uma análise da conjuntura atual da Região Metropolitana na agenda política de promoção da igualdade racial”, avaliou Alessandra.