A distinção de três estrelas indica uma "cozinha única, capaz de justificar uma viagem por si só" / Divulgação/Tuju
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O cenário gastronômico brasileiro viveu um momento divisor de águas nesta segunda-feira (13). Durante o lançamento do Guia MICHELIN Rio de Janeiro & São Paulo 2026, realizado no icônico hotel Copacabana Palace, o Brasil celebrou a conquista inédita das três Estrelas MICHELIN, considerada a honraria máxima da publicação, concedidas aos restaurantes paulistanos Evvai e Tuju.
O feito é histórico não apenas para o país, mas para toda a América Latina, que passa a ter seus primeiros representantes na categoria de excelência global.
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A distinção de três estrelas indica uma "cozinha única, capaz de justificar uma viagem por si só".
Além desse marco, os inspetores do Guia identificaram 12 novidades nas duas capitais, reforçando o dinamismo do setor e a evolução consistente no serviço, técnica e hospitalidade das equipes brasileiras.
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Sob o comando do chef Luiz Filipe Souza, o Evvai foi reconhecido pela fusão precisa entre as heranças italiana e brasileira. O restaurante se destaca pelo menu degustação "Oriundi", onde o chef utiliza variações de temperatura como se fossem texturas.
Um diferencial charmoso da casa é que cada prato é apresentado com ilustrações autorais do próprio Luiz Filipe, narrando a história da criação.
Já o Tuju, liderado pelo chef Ivan Ralston, oferece uma experiência imersiva em um edifício de três andares projetado para a alta gastronomia.
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Com uma equipe majoritariamente feminina, Ralston apresenta um menu que muda conforme as estações e as variações climáticas, como umidade e chuva.
A jornada começa com aperitivos no térreo e culmina no segundo andar, onde as mesas cercam uma cozinha aberta, permitindo que os clientes acompanhem de perto a precisão dos preparos.
A categoria de duas estrelas ("cozinha excepcional, que vale o desvio") manteve nomes que já são pilares do setor. O D.O.M. (São Paulo), do chef Alex Atala, e os cariocas Lasai e Oro, comandados por Rafa Costa e Silva e Felipe Bronze, respectivamente, renovaram suas distinções, consolidando-se como referências permanentes para a culinária nacional.
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A noite também reservou uma celebração especial para o Rio de Janeiro com a conquista da primeira estrela pelo Madame Olympe, no Leblon. O projeto une o renomado chef Claude Troisgros à chef Jéssica Trindade.
A cozinha do novo estrelado mescla a técnica clássica francesa com ingredientes brasileiros e toques da gastronomia japonesa, exemplificada em pratos como o magret de pato com tucupi e palmito. Com essa inclusão, o Brasil soma agora 19 estabelecimentos com uma Estrela MICHELIN.
Para além do luxo da alta cozinha, o Guia destacou o fortalecimento da categoria Bib Gourmand, que premia restaurantes com excelente relação qualidade-preço.
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Os inspetores notaram um resgate vigoroso da cozinha tradicional e de ingredientes locais em ambas as cidades.
Essa valorização da autenticidade convive harmonicamente com a popularidade crescente das culinárias japonesa e italiana, provando que o paladar brasileiro está cada vez mais diversificado e exigente.
O reconhecimento internacional deste ano coloca o eixo Rio-São Paulo definitivamente no radar dos grandes destinos gastronômicos do mundo.
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A evolução técnica e a hospitalidade calorosa, agora certificadas com a pontuação máxima, prometem impulsionar o turismo de luxo e a valorização da identidade culinária do país.