Gasolina sobe de 3% a 7% na capital paulista

Os dados repassados indicam um aumento médio de 2,97% ao consumidor final na gasolina comum nos postos da Petrobras.

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31 JAN 201320h21

Dois dias após o aumento nas refinarias da Petrobras, os reajustes nas bombas de combustível da capital paulista variaram de 3% a 7%, segundo balanço preliminar do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro).

Os dados repassados indicam um aumento médio de 2,97% ao consumidor final na gasolina comum nos postos da Petrobras. Nos postos da Shell, o preço nas bombas da gasolina comum subiu em média 3,65%. Nos de bandeira Ipiranga, a alta foi 5,02%.

Na maioria dos postos visitados, no entanto, o aumento chegou a 7,7% na gasolina. Na maior parte desses estabelecimentos, todos na zona oeste, incluindo as principais bandeiras, o preço subiu de R$ 2,59 por litro para R$ 2,79.

O diretor financeiro do Sincopetro, Genaro Maresca, confirmou que alguns postos reajustaram os valores cobrados em mais de 7%. Porém, ele acredita que, em breve, esses valores devam cair. “Esse cara logo, logo, entra na concorrência do mercado”, disse.

A gasolina subiu de 3% a 7% em São Paulo (Foto: Divulgação)

Alegando necessidade de alinhar os preços com o mercado internacional, a Petrobras reajustou em 6,6% o valor cobrado pela gasolina comum e 5,4% o preço do óleo diesel.

O levantamento preliminar do Sincopetro indica que as distribuidoras da Petrobras que atendem aos postos de combustível da capital paulista repassaram um aumento médio de 4,69%. Nas da Ipiranga, a alta foi 5,02%, e nas da Shell, 4,29%.

Os gerentes dos postos garantem que o consumidor tem aceitado o aumento com resignação. “O pessoal não tem reclamado muito, não. Eu esperava que reclamassem, mas já estão acostumados com o custo do país. Falam que só o que não sobe é o salário”, comentou Fábio Prado, gerente de posto na zona oeste da capital paulista.

Iara Hozoki, gerente de outro posto na mesma região fez avaliação parecida sobre o aumento. “Hoje ninguém mais se importa com isso”, ressaltou. Sentimento confirmado pela analista financeira Dulce Fernandes. “Eu vi que ia aumentar, mas já achava caro”, disse a cliente, que admitiu não ter percebido o novo preço.