Gás canalizado para consumo

Comgás inicia obras da rede para distribuição de gás canalizado que atenderá Santos e São Vicente

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02 MAR 201320h46

A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) deu início à instalação da rede de distribuição de gás natural canalizado, na manhã de ontem. O prefeito de Santos, João Paulo Papa, engenheiros e executivos da empresa acompanharam a perfuração do asfalto para a colocação da tubulação, na Avenida Afonso Pena, próximo à Avenida Alexandre Martins, no bairro Aparecida. A rede atenderá residências, comércio, postos de GNV (gás natural veicular) e industrial, de Santos e São Vicente.

De acordo com o diretor de Relações Institucionais da Comgás, Carlos Eduardo Freitas Brescia, a primeira fase das obras deve ser concluída até o final de 2008 e a meta é atingir 180 mil consumidores. Adiantou que já foram vendidas 500 unidades. Entre os clientes, edifícios residenciais, comércio, indústrias e postos de combustíveis. “Mas esses 500 pontos só contarão com o serviço a partir de junho do ano que vem, conforme o andamento das instalações. Não vamos esperar até a conclusão final da obra para atender o consumidor”.

Já o superintendente comercial do projeto/Santos, Fábio Morgado explica que na primeira fase, a rede distribuirá 50 mil m³ de gás. “É um único tipo de gás para atender residências, indústria, comércio e veículos”.

O prefeito de Santos João Paulo Papa acredita que o gás canalizado vai “gerar economia a população não só para o consumo nas residências, mas no transporte coletivo também”, exemplifica.

Papa pretende transformar parte da frota de ônibus do transporte coletivo hoje movida à diesel para GNV. “Isso reduzirá custos com combustível e poderá ainda resultar em tarifas mais baixas para os passageiros”.

Brescia diz que o gás será fornecido através da  refinaria da Petrobrás, em Cubatão. A tubulação será instalada desde Cubatão, passando pelo porto, Avenida Afonso Pena, Avenida Mário Covas, orla e São Vicente.

“O método não destrutivo (polietileno) adotado nessa obra que consiste na instalação da tubulação sem abrir valas nas ruas, é mais caro para a empresa, mas reduz o tempo da obra em até 40%, além de reduzir os transtornos para a população dentro da cidade”, afirma o superintendente de Operações do projeto Santos, Laércio Piva.

O projeto todo terá 344 km, sendo 90% da obra construída em polietileno. Só na primeira fase das obras, que abrange 200 km de extensão, serão investidos R$ 40 milhões.