Fux pedirá investigação de empresas que produzem fake news no Brasil

O presidente do TSE também vai pedir acesso a estudos elaborados pela USP e pela Fundação Getulio Vargas, que tratam respectivamente da proliferação de notícias falsas

Preocupado com a proliferação de notícias falsas na próxima campanha, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux, informou na noite desta terça-feira (27) que vai pedir uma investigação de empresas que produzem fake news no Brasil. 

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Fux também disse que vai convidar para uma conversa o representante no Brasil da empresa britânica Cambridge Analytica, que trabalhou na campanha de 2016 do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “A notícia que recebemos é que há representante da Cambridge Analytica no Brasil, então, vamos querer saber basicamente duas coisas: o que eles estão vendendo e para quem”, disse Fux a jornalistas, depois de participar da sessão plenária do TSE. “É um convite, não é uma intimação, mas já é uma atuação preventiva”, completou o ministro.

A Cambridge Analytica entrou na mira de autoridades nos Estados Unidos e na Europa, sob a acusação de que obteve, de forma ilícita, dados pessoais de milhões de usuários do Facebook, o que teria ajudado na elaboração de estratégias de marketing digital que impulsionaram a campanha de Trump à Casa Branca e o referendo que decidiu pela separação do Reino Unido da União Europeia. 

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Parceria

Em uma rápida conversa com repórteres, Fux também disse que o TSE vai atuar em parceria com o Ministério Público e a Polícia Federal no combate à disseminação de notícias falsas nas próximas eleições. 

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“Por exemplo, suponhamos que você sabe que ali tem um equipamento que vai ser utilizado pra difusão de fake news. Esse equipamento precisa ser apreendido. O Ministério Público requer ao TSE a apreensão, mas quem apreende na prática é a Polícia Federal”, comentou o ministro.

O presidente do TSE também vai pedir acesso a estudos elaborados pela USP e pela Fundação Getulio Vargas, que tratam respectivamente da proliferação de notícias falsas e da utilização de robôs em campanhas. “O TSE se comprometeu a atuar preventivamente e repressivamente, mas é muito melhor se conseguimos inibir a difusão das fake news”, disse.

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“Recebemos informação de que há grupos que estão, digamos assim, na ponta dessa profusão de fake news. Vamos instaurar um procedimento, que será remetido ao Ministério Público Eleitoral e o MP vai solicitar o auxílio da Polícia Federal para verificarmos qual tipo de material essas organizações têm à sua disposição”, explicou Fux, que deixa o comando da Corte Eleitoral no dia 15 de agosto. Fux será sucedido na presidência do TSE pela ministra Rosa Weber.