Furtos em escolas de Cubatão já superam marca anual

Ocorrências nos primeiros 130 dias do ano já são maiores do que todo o ano de 2018. A informação anunciada na Câmara

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17 MAI 2019Por Da Reportagem07h30
A Escola João Ramalho foi denunciada no Ministério Público por 12 pais de alunos, inconformados com a situação do prédioFoto: Nair Bueno/DL

O número de furtos, invasões e depredações nas escolas e creches de Cubatão nos primeiros 130 dias do ano já é maior do que todo o ano de 2018. A informação foi anunciada pelo vereador Antonio Vieira da Silva, o Toninho Vieira (PSDB), na Câmara, na noite da última terça-feira (14). Ele apresentou um requerimento pedindo providências da Administração, mais precisamente do prefeito Ademário Oliveira (PSDB).

"A Secretaria de Educação informou que até o dia 13 de maio, segunda-feira, já havia 14 ocorrências no Município. Isso é preocupante, pois, em 2018, foram 11 casos", disse, destacando o furto ocorrido no último final de semana na UME Rio Grande do Sul, no Jardim Costa e Silva. "Levaram todos os alimentos da merenda das crianças. Isso por falta de segurança. O prefeito precisa tomar uma atitude urgente", declarou.

De acordo com a Prefeitura de Cubatão, todas as escolas do município contarão com monitoramento eletrônico por meio de câmeras. O processo está em fase de licitação.

Vale lembrar que doze pais de alunos da Unidade Municipal de Ensino (UME) João Ramalho, ingressaram com uma representação no Ministério Público (MP) de Cubatão, solicitando a interdição urgente da escola, que fica na Avenida 9 de Abril, 4000 - Vila Nova, por acreditarem que sua estrutura estaria comprometida, colocando em risco a segurança das crianças.

Segundo os pais, após forte temporal, 16 telhas do segundo pavimento foram destruídas, atingindo diversas classes, ocorrendo infiltrações e risco de choques elétricos. Além disso, segundo eles, forros comprometidos podem desabar.

Mais do que risco na estrutura, os pais de alunos alegam que, em razão do vazamento do telhado, fezes de pombos e ratos escorreram pelas paredes das salas de aula, tornando o ambiente totalmente insalubre, colocando em risco também funcionários.

O documento encaminhado ao MP revela que, mesmo assim, ao invés da Prefeitura interditar a unidade, escola permaneceu atendendo de forma precária, fazendo revezamento de salas de aula. Sobre a questão, a Administração não se manifestou.

Em março último, o vereador ingressou com denúncia na Vara da Infância e Juventude de Cubatão contra o prefeito por conta da suposta falta de manutenção das 54 escolas de Ensino Fundamental e Médio do Município. Prefeitura não se manifestou sobre as questões.

 

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