Cotidiano
Em resposta à posicionamento da empresa, categoria afirma que colaboradores exigem mais clareza e transparência nos valores a receber
Greve dos trabalhadores da coleta de lixo já gera transtornos em cidades da Região / Isabella Fernandes/DL
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Os funcionários da limpeza urbana de seis cidades da Baixada Santista começaram o dia útil de braços cruzados. Afetando diretamente a coleta de lixo, colaboradores da empresa Terracom Construções exigem mais transparência nos valores pagos no Programa de Partipação nos Resultados (PPR), referente ao ano-base de 2025.
Em resposta, a empresa ingressou com medida judicial no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região para contestar a paralisação de trabalhadores da limpeza urbana iniciada nesta segunda-feira (16) na Baixada Santista.
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Em nota, a empresa aponta que a paralisação foi considerada “ilegítima”, pois, na avaliação do grupo, não atenderia aos requisitos estabelecidos pela Lei de Greve nº 7.783/1989 para interrupção de serviços essenciais, como a comunicação prévia e a garantia de manutenção das atividades indispensáveis à população.]
Veja também: Terracom recorre à Justiça e contesta greve de trabalhadores na Baixada Santista
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Mas a categoria rebate: “A mobilização dos trabalhadores da limpeza urbana não é arbitrária, mas resultado da insatisfação da categoria diante de questionamentos sobre os valores pagos no Programa de Participação nos Resultados (PPR) referente ao ano-base de 2025. Os trabalhadores têm o direito de entender com clareza os critérios utilizados nesses cálculos e questionar valores que impactam diretamente sua remuneração”, afirmou o SIEMACO Baixada Santista, em nota divulgada em suas redes sociais.
Além disso, o sindicato garantiu que, antes da mobilização, buscou o diálogo, realizando reuniões e apresentando questionamentos às empresas, com o objetivo de garantir transparência e respeito aos direitos da categoria.
“Classificar o movimento como ‘ilegitimo’ ignora o direito constitucional de organização sindical e mobilização dos trabalhadores. A categoria presta um serviço essencial à saúde pública e ao bem-estar da população da Baixada Santista”, finaliza.
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A mobilização envolve cerca de 3 mil funcionários das empresas Terracom, Terra Santos Ambiental e do Consórcio PG Eco Ambiental e pode comprometer os serviços de coleta de lixo e limpeza pública em Bertioga, Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente.
Confira a seguir a nota oficial da Terracom sobre a paralisação:
"A Terracom Construções, o Consórcio PG Eco Ambiental e a concessionária Terra Santos Ambiental informam que ingressaram com medida judicial no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região para contestar a paralisação anunciada pelo SIEMACO Baixada Santista nesta segunda feira, dia 16.
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O movimento é considerado ilegítimo, pois não atende aos requisitos previstos na Lei de Greve nº 7.783/1989 para paralisações em serviços essenciais, como o prazo mínimo de comunicação e a garantia de manutenção das atividades indispensáveis à população.
A limpeza urbana é um serviço essencial, diretamente relacionado à saúde pública e ao bem-estar coletivo. A interrupção dessas atividades pode provocar prejuízos sanitários graves nas cidades.
A paralisação ocorre após questionamentos do sindicato sobre os valores pagos do Programa de Participação nos Resultados, referente ao ano base de 2025. As empresas esclarecem que o pagamento foi realizado em estrita conformidade com os Acordos Coletivos de Trabalho e com a Lei nº 10.101/2000, seguindo critérios e metas previamente estabelecidos e conhecidos pelo sindicato e pelos trabalhadores.
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Os pagamentos do Programa de Participação nos Resultados questionados pelo sindicato foram regularmente efetuados pelo Grupo Terracom, dentro do prazo, na última sexta-feira, dia 13 de março.
O modelo de apuração dos resultados é aplicado desde 2014 e foi amplamente apresentado em reunião realizada no dia 10 de março de 2026, quando as empresas detalharam novamente os cálculos e indicadores utilizados ao SIEMACO.
Diante da ameaça de paralisação total dos serviços de limpeza urbana, as empresas recorreram ao Poder Judiciário para garantir a continuidade das atividades e a proteção da saúde pública nos municípios da Baixada Santista atendidos pelas operações.
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As empresas reiteram seu compromisso com a transparência nas relações de trabalho, o diálogo permanente com os representantes da categoria e a continuidade de um serviço essencial para a população".