Funcionários cobram salários da empresa de montanha-russa em Praia Grande

Maior montanha-russa itinerante do País está instalada em Praia Grande desde o mês de janeiro

Funcionários que trabalharam em diversos setores da empresa que trouxe para Praia Grande a maior montanha russa itinerante do Brasil afirmam que não receberam os pagamentos que são devidos e dizem que ainda não têm ideia se conseguirão obter os valores. De acordo com alguns profissionais ouvidos pela Reportagem, eles deixaram de trabalhar no local e aguardam receber pagamentos de quase R$ 1,5 mil cada.

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A empresa responsável por trazer a montanha russa a Praia Grande se trata da Looping Park Brasil. A chegada do parque à cidade ocorreu em janeiro deste ano e foi reportada pelo próprio Diário do Litoral. A estrutura foi montada no estacionamento do Litoral Plaza Shopping, logo na entrada de Praia Grande.

‘Marketada’ como a maior montanha-russa itinerante da América Latina, a principal atração trazida pelo grupo se trata da ‘Looping Star’, e que tem 24,5 metros de altura, 592 metros de extensão e atinge velocidade de até 77 km por hora. O que era para ser uma diversão, entretanto, acabou se tornando uma dor de cabeça para os funcionários contratados na Baixada Santista para atuar no parque.

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“Trabalhei desde janeiro até meados de fevereiro e já no processo seletivo fomos informados que os pagamentos seriam semanais e que teríamos que abrir um registro de MEI (Microempreendedor Individual). Disseram que era fácil e pagariam também nosso vale transporte. Seriam oito horas de trabalho, porém no horário do shopping, mas que estavam estudando as escalas, pois trabalharíamos ate a 1h”, afirma um dos funcionários que deixaram o empreendimento e prefere não se identificar.

Segundo ele, a empresa teria avisado que inicialmente são seriam efetuados pagamentos, mas que a situação seria normalizada em breve e todo o vale transporte seria pago aos funcionários para que eles pudessem chegar ao trabalho todos os dias.

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“No primeiro sábado que teve movimento no parque eles deram uma semana de vale transporte alegando que iriam nos pagar conforme entrassem os valores e no domingo, nos pagaram uma parcial de 200 reais. Só que isso aconteceu quando já estávamos 15 ou 20 dias trabalhando. A maioria pediu dinheiro emprestado pra pagar passagem e esse valor não deu pra cobrir os gastos”, explica.

Ao todo, o profissional trabalhou cinco semanas com a promessa de receber um valor de R$ 400 por semana. Apesar disso, ele só recebeu R$ 600 até hoje e ainda aguarda os outros R$ 1.400,00. O abandono do cargo ocorreu após vários dias tentando entrar em contato com os responsáveis para conseguir obter ao menos um prazo para o pagamento que ainda falta.

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“Disseram inicialmente que foi por causa do alvará da Prefeitura e dos Bombeiros que não estava liberado e depois alegaram que tiveram problemas por causa das chuvas. Eles falaram que foram muitos imprevistos e por isso não tinham dinheiro em caixa pra nos pagar. Alguns colegas ficaram e continuaram trabalhando com a esperança de receber”.

Apesar de terem sido marcadas algumas reuniões com pessoas responsáveis por administrar a montanha russa enquanto ela está em Praia Grande, nenhuma solução definitiva foi apresentada aos funcionários que ainda aguardam seus pagamentos.

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“Fui sexta passada pra assinar o contrato de rescisão e uma pessoa do Recursos Humanos e um  ex-supervisor me receberem bem. Inclusive me pediram perdão por todo o transtorno, mas eles simplesmente não tem data pra nos pagar”, conclui.
O Diário do Litoral conseguiu localizar outros funcionários que também deixaram o parque e eles atestaram que a situação é similar.

“É isso mesmo. Desde o dia 10 de janeiro estávamos prestando serviço para eles, abrimos MEI como foi pedido, era para receber R$ 400 por semana, e foi cada vez se enrolando mais e mais. Eles não dão nenhum posicionamento”, diz outro ex-funcionário, que também pede para não ser identificado por medo de represálias.

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Segundo ele, todos foram “coagidos” a assinar um termo de sigilo para não relatar a situação do parque.

“Cada dia é uma desculpa nova, dessa vez vai ser a chuva, certeza. Eles não falaram data para nós, mas existe uma informação de que a administração poderia ficar até abril na cidade”, finaliza.

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O Diário do Litoral tentou entrar em contato com a Looping Park, mas não obteve resposta por e-mail até o fechamento desta matéria. Uma página de Facebook que publicou relatos dos mesmos funcionários publicou uma nota afirmando ter sido a mesma enviada pelo Looping Park que atesta que: “O Looping PARK informa que por motivos decorrentes dos alagamentos provocados pelo sistema de drenagem sub-dimensionado da área, que se mostrou ineficiente, teve suas operações suspensas por mais de 10 dias, provocando prejuízos materiais e de receitas significativos causando implicações severas em seu fluxo de caixa. Em levantamento interno verifica-se 08 casos de prestadores de serviço que não puderam aguardar a retomada das operações para normalização dos recebimentos e preferiram cessar suas atividades. Com a retomada das operações, estamos trabalhando para regularizar o quanto antes tais situações”.

Já o Litoral Plaza Shopping informou que a natureza de sua relação com a empresa Looping Park limita-se a um contrato comercial entre locador e locatário é após essa afirmação, esclarece que a área locada foi previamente vistoriada pela equipe da Looping Park e reconhecida por ela como adequada para a implantação e execução de suas atividades. Os impactos alegados em decorrência das fortes chuvas seriam minimizados, caso a empresa Looping Park zelasse pelo cumprimento do cronograma da operação que deveria estar aberta ao público em 26 de dezembro de 2019 e somente teve protocolo da documentação exigida pelas autoridades públicas em janeiro de 2020 pela Looping Park.

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Por padrão ético o Litoral Plaza Shopping decidiu não comentar questões contratuais, reiterando que sempre foi fiel e integral no cumprimento de suas obrigações, prazos e acordos comerciais e que, como um dos fornecedores com créditos em aberto, permanece, disponível ao diálogo com a empresa Looping Park.