Cotidiano

Frustrados, refugiados decidem ir a pé da Hungria até a Áustria

Na cidade de Biscke, a 135 km da divisa, um grupo de ao menos 200 pessoas invadiu a linha férrea e começou a caminhar nos trilhos em direção a Viena

Pedro Henrique Fonseca

Publicado em 04/09/2015 às 14:27

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Centenas de migrantes decidiram ir a pé da Hungria até a fronteira com a Áustria nesta sexta (4) após uma série de confrontos com as autoridades húngaras nos últimos dias. Uma marcha com centenas de pessoas saiu da capital, Budapeste, com o objetivo de vencer a pé a distância de 170 quilômetros até o país vizinho, considerado porta de entrada para países mais ricos da Europa, como a Alemanha.

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Na cidade de Biscke, a 135 km da divisa, um grupo de ao menos 200 pessoas invadiu a linha férrea e começou a caminhar nos trilhos em direção a Viena. Com isso, a circulação dos trens na região foi interrompida.

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Na quinta (3), as autoridades húngaras forçaram alguns refugiados a se dirigirem a um acampamento nessa mesma cidade, após eles serem informados em Budapeste de que seriam levados de trem para a divisa com a Áustria.

Antes disso, por dois dias, a polícia havia impedido os migrantes de entrarem na estação ferroviária de Keleti, o principal terminal internacional húngaro de trens.

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Muitos dos migrantes que chegaram à Hungria são refugiados da Síria, que enfrenta uma intensa guerra civil desde 2011, em decorrência da Primavera Árabe.

Crise no bloco

A crise provocada pela vinda de milhares de refugiados de países em conflito para a União Europeia vem fragilizando a unidade do bloco.

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O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, disse que é preciso que os países parem "de apontar os dedos para seus vizinhos". "Culpar uns aos outros não nos fará controlar o problema", disse.

Mais de 340 mil migrantes chegaram à Europa desde o início do ano. Cerca de 160 mil deles entraram pela Hungria, que culpa a Alemanha de encorajar sírios a pedirem asilo.

A tragédia dos refugiados que tentam chegar ao continente ganhou atenção internacional nos últimos dias, após ser escancarada pela comovente foto do corpo de uma criança síria encontrada morta em uma praia da Turquia.

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O menino, identificado como Aylan Kurdi, estava em uma embarcação que tentava fazer a travessia da Turquia até a cidade grega de Kos.

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