Secretário garante que a implementação do modelo free flow não resultará na perda de empregos nas concessionárias / Reprodução/GovernoSP
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A ampliação do sistema de pedágio automático nas rodovias que ligam a capital ao litoral paulista veio acompanhada de uma promessa direta do governo: não haverá demissões. A garantia foi dada pelo secretário Rafael Benini durante reunião na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Segundo ele, a implementação do modelo free flow — que elimina cabines de cobrança — não resultará na perda de empregos nas concessionárias.
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A principal preocupação levantada por deputados durante o encontro foi justamente o impacto da mudança sobre os funcionários das praças de pedágio. Em resposta, o secretário afirmou que as empresas já estão se organizando para absorver esses trabalhadores em novas funções.
De acordo com Benini, os profissionais devem ser realocados para áreas como atendimento ao usuário e setores administrativos, acompanhando a modernização do sistema rodoviário.
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Além da garantia sobre empregos, o governo confirmou a instalação de novos pontos de cobrança automática no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), que inclui a Rodovia Anchieta e a Rodovia dos Imigrantes.
Os novos pórticos devem começar a operar a partir de 1º de julho. Dois serão instalados na Anchieta, na altura do bairro Planalto, e um na pista norte da Imigrantes. A previsão é de que o modelo continue sendo expandido para outras rodovias a partir de 2027.
O sistema free flow elimina a necessidade de parar o veÃculo para pagar pedágio. Sensores e câmeras identificam automaticamente os veÃculos por meio da placa ou de dispositivos eletrônicos, permitindo a cobrança direta.
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A proposta é melhorar a fluidez do trânsito e reduzir impactos ambientais, além de modernizar a infraestrutura rodoviária.
Outro ponto destacado pelo secretário é a redução no valor cobrado. Segundo ele, o modelo já apresentou queda de cerca de 20% no valor por quilômetro rodado em experiências anteriores.
A justificativa é que o motorista passa a pagar proporcionalmente ao trecho utilizado, o que torna a cobrança mais equilibrada.
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Mesmo com a praticidade, o sistema exige atenção dos motoristas. Quem não possui tag precisa realizar o pagamento posteriormente, dentro de um prazo de até 30 dias.
Caso isso não ocorra, a cobrança é convertida em infração de trânsito, com multa e pontos na Carteira Nacional de Habilitação.