França assina documentos para ampliar acesso ao vlt

A segunda fase terá 8,2 quilômetros de extensão e 14 estações

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05 JAN 2018Por Da Reportagem11h17
Além do anúncio dos editais para expansão do VLT, veículos novos foram entreguesAlém do anúncio dos editais para expansão do VLT, veículos novos foram entreguesFoto: Raimundo Rosa/PMS

O vice-governador Márcio França anunciou ontem que em março será publicado o edital para a contratação da empresa que ficará responsável pela execução da segunda fase do Veículo Leve sobre Trilho (VLT), que vai até o bairro do Valongo. A segunda fase terá 8,2 quilômetros de extensão e 14 estações. O anúncio foi feito durante a entrega oficial dos novos equipamentos para a frota do VLT, na Estação Porto do VLT, em Santos, com a presença de diversas autoridades.

O Governo do Estado entregou dois trens para o VLT, três caminhões, um trator e três vagonetas (veículos de apoio). Em fevereiro, serão entregues mais sete veículos de apoio e dois vagões para completar a frota de 22 trens do VLT.

Também em fevereiro, todas as 15 estações de embarque e desembarque serão dotadas de porta-plataforma (telas situadas na borda do local de embarque, que protegem a via férrea e têm as portas com movimento de abertura e fechamento sincronizado com os trens). Hoje, esse recurso funciona em dez estações e o investimento com esse sistema de segurança foi de R$ 123,1 milhões.

Assim como os veículos já em operação, os novos VLTs entregues têm capacidade para 400 usuários; velocidade média de 25 km/h (a máxima é de 80 km/h); ar condicionado e piso 100% baixo, facilitando a movimentação de usuários com dificuldade de locomoção.

Expansão para a Área Continental

França assinou também o documento que autoriza a publicação do edital de contratação dos projetos básico e executivo para recuperação e ampliação da ponte sobre o Canal dos Barreiros.

A reforma da ponte, que proporcionará expandir o acesso do VLT no trecho Barreiros-Samaritá, é necessária para assegurar a transposição do canal interligando a Área Insular com a Área Continental.

Atualmente, a ponte suporta apenas o tráfego de veículos automotores.

Apesar das más condições atuais, a estrutura da ponte não está condenada. O projeto executivo está orçado em R$ 2,3 milhões. Segundo o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, as composições passarão na linha férrea desativada rente à ponte, atendendo à área continental da Cidade, com cerca de 120 mil habitantes.

“É uma região que tem necessidade de melhora na questão da mobilidade, e o VLT vai ao encontro disso. Tenho certeza de que essa obra atenderá à necessidade que a Cidade tem”, avaliou o prefeito Pedro Gouvêa. Quanto à integração tarifária do transporte público municipal, a questão será trabalhada com os permissionários, em conjunto com a Secretaria de Trânsito e Transportes (Setrans). “Existem algumas etapas a serem superadas, mas a previsão é de conseguir viabilizar esta questão ainda em 2018”.

Atualmente, são aproximadamente 30 mil usuários no sistema. “Com a expansão para a Área Continental, nós temos certeza de que esse número aumentará muito, o que tornará o VLT muito mais viável economicamente. Quando se oferece um transporte de qualidade como este, automaticamente há a migração de outros modais para o VLT”, completa.

Três estações

Além da assinatura, foram entregues três estações com portas de plataforma – Antonio Emmerich, Nossa Senhora das Graças e José Monteiro. As portas de plataforma são telas situadas na borda do local de embarque de usuários. O equipamento protege a via férrea e tem uma das ­portas com movimento de abertura e fechamento sincronizado com os dispositivos do veículo.

Entre as funções, elas organizam o trânsito de passageiros, melhoram o controle climático da estação e aumentam a segurança, ao impedir que pessoas não autorizadas entrem nas plataformas. Já as estações Itararé e João Ribeiro terão a instalação do equipamento até o fim de janeiro.

Nesta semana, entrarão em operação mais duas composições, totalizando 22 veículos. Também foram entregues veículos auxiliares, entre eles o Locotrator, um trator de manobra para rebocamentos e manobras do VLT e de outros veículos auxiliares de manutenção nas vias principais e pátios de manutenção e estacionamento; um caminhão rodoferroviário, para transportar cargas do pátio de manutenção para a linha do VLT e ­vice-versa.