Fossas ameaçam contaminar recanto ecológico em Mongaguá

Dejetos estariam atingindo águas subterrâneas do entorno e colocando Poço das Antas em risco

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28 FEV 2021Por Carlos Ratton07h00
O Poço das Antas em Mongaguá corre risco de ser contaminadoO Poço das Antas em Mongaguá corre risco de ser contaminadoFoto: Divulgacão

O Poço das Antas em Mongaguá - que dispõe de queda d'água que forma uma cachoeira, terminando com uma piscina de água natural - corre risco de ser contaminado por excesso de esgoto.

É o que aponta um grupo de ativistas do Município, que busca uma alternativa para preservar o equipamento, localizado no Parque Ecológico 'Humberto Salomone', que possui grutas e trilhas, considerado um verdadeiro recanto ecológico.

O grupo está querendo fiscalização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e dos órgãos ambientais municipal e estadual, pois sete quiosques ficam no entorno do Poço das Antas com suas fossas sépticas.

Ou seja, fezes, urina, óleos de frituras e de lavagem de louças vão in natura para o solo, contaminando as águas subterrâneas e o Rio das Antas que deságua na praia de Mongaguá. O centro ecológico da Prefeitura também tem a fossa séptica que deságua no rio.

Não existe qualquer barreira sanitária para evitar contaminação e seriam necessários testes de solo das imediações. Acima do Poço das Antas, existe uma Estação de Tratamento de Água (ETA) da Sabesp.

Fora a questão do esgoto, há inúmeras árvores sob risco de queda que precisam ser avaliadas. Os ambientalistas acreditam que falta atenção e manutenção para o equipamento turístico, embora seja cobrado ingresso de R$ 4,00

CÂMARA.

Dia 11 último, o vereador Diego Martins Domingues apresentou requerimento solicitando à Sabesp a implantação de rede coletora de esgoto na Rua das Cascatas, no Poço das Antas.

Domingues alega ter sido procurado por proprietários de quiosques. Eles explicaram que, por possuir solo muito úmido, o local causa dificuldade na drenagem das fossas que, em dias de chuvas intensas, transbordam causando mau cheiro, incomodando comerciantes e visitantes.

Outro problema é a aglomeração de pessoas que, segundo os ambientalistas, frequentam o local sem tomar as medidas de prevenção à contaminação por coronavírus. Estima-se mais de 500 pessoas por final de semana no local sem proteção
alguma.

O equipamento permite a entrada dos veículos com até cinco pessoas ao custo de R$ 20,00. Já os automóveis com maior capacidade têm ingressos cobrados por pessoa. Visitantes com até 7 anos e acima de 60 anos são isentos do pagamento.

O local conta com infraestrutura de banheiros, pontes, lanchonetes, guarita e estacionamento. Funciona de segunda a domingo, das 8 às 17 horas, e fica na Rua das Cascatas s/nº, no Balneário
Pedreira.

O acesso é feito pela Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, sentido São Paulo - Itanhaém, no trevo sinalizado ao lado do antigo hotel Monte Mar, em frente a DiCicco.

SABESP.

A Sabesp informa que está realizando estudo de viabilidade técnica e econômica para avaliar a possibilidade de implantação da rede coletora de esgoto.

Esclarece, no entanto, que a manutenção da infraestrutura existente no interior deste ponto turístico é competência da Prefeitura, responsável por fiscalizar eventual irregularidade no descarte dos esgotos com o mau uso das fossas sépticas dos quiosques, que devem funcionar de acordo com as normas técnicas pertinentes e atendendo à legislação ambiental vigente.

A Companhia se mantém à disposição de Legislativo, Municipalidade e demais envolvidos para prestar mais esclarecimentos, a fim de contribuir com a preservação do local.

PREFEITURA.

A Prefeitura de Mongaguá já entrou em contato com a Sabesp para pedir uma análise da qualidade da água do local. Além disso, também pediu a implantação de rede coletora de esgoto na Rua das Cascatas, no Poço das Antas.