Cotidiano

Flagrante do caos: fotos revelam lixo tomando as ruas de Santos no 2º dia de greve

Paralisação de trabalhadores da limpeza urbana já afeta a orla, bairros e levanta alerta para riscos à saúde na Baixada Santista

Ana Clara Durazzo

Publicado em 17/03/2026 às 08:00

Atualizado em 17/03/2026 às 08:55

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Com a coleta comprometida, contêineres transbordando e sacos de lixo espalhados pelas calçadas começam a preocupar os moradores / Jonatas Oliveira/ DL

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O segundo dia de greve dos trabalhadores da limpeza urbana da Baixada Santista já provoca impactos visíveis nas ruas de Santos e outras cidades da região nesta terça-feira (17). Com a coleta comprometida, contêineres transbordando e sacos de lixo espalhados pelas calçadas começam a preocupar os moradores.

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Imagens registradas pela reportagem mostram acúmulo de resíduos em diferentes pontos da cidade, inclusive na orla da praia, onde já é possível encontrar lixo na faixa de areia.

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A situação tem gerado preocupação entre moradores, principalmente pelo risco de mau cheiro, proliferação de insetos e problemas de saúde pública.

Veja também: Sem coleta: Saiba o que fazer com o lixo durante a greve da Terracom e evite insetos ou mau cheiro

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A paralisação envolve cerca de 3 mil trabalhadores ligados às empresas responsáveis pela coleta e limpeza urbana, como Terracom Construções, Terra Santos Ambiental e o Consórcio PG Eco Ambiental.

Os serviços são essenciais e atendem seis cidades da região: Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Cubatão e Bertioga.

Veja imagens realizadas na manhã desta terça-feira na galeria abaixo:

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Jonatas Oliveira/DL
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Isabella Fernandes/DL
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Nair Bueno/DL
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Impasse sobre pagamentos

A greve foi motivada por divergências em relação aos valores pagos no Programa de Participação nos Resultados (PPR) de 2025. Segundo o sindicato da categoria, muitos trabalhadores consideraram os valores depositados muito abaixo do esperado, o que gerou indignação e mobilização.

O presidente do sindicato, André Domingues, afirma que os pagamentos foram vistos como 'simbólicos' por parte dos funcionários. Nas redes sociais, relatos de trabalhadores reforçam o descontentamento com os valores recebidos.

Por outro lado, o grupo empresarial afirma que o pagamento do PPR foi feito dentro das regras previstas em acordo coletivo e na legislação vigente. As empresas também classificaram a greve como "ilegítima", alegando descumprimento de exigências legais, como comunicação prévia e manutenção de serviços essenciais.

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Justiça intervém

Diante do impasse, a questão foi levada à Justiça. O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região determinou que, caso a paralisação continue, ao menos 70% do efetivo deve retornar às atividades, para evitar prejuízos à população.

Além disso, a empresa Terracom terá que apresentar, em até 48 horas, os critérios utilizados para o cálculo do PPR. Os documentos serão analisados pelo sindicato antes de uma nova assembleia da categoria, marcada para o próximo dia 20.

Reflexos já são sentidos

Mesmo com apenas dois dias de paralisação, os efeitos já são evidentes. Sacos de lixo permanecem nas portas das casas, contêineres estão lotados e o acúmulo de resíduos começa a preocupar autoridades e moradores.

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Enquanto não há acordo, a população da Baixada Santista segue convivendo com os impactos da greve, que pode se agravar nos próximos dias caso não haja solução para o impasse.

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