Cotidiano
Paralisação de trabalhadores da limpeza urbana já afeta a orla, bairros e levanta alerta para riscos à saúde na Baixada Santista
Com a coleta comprometida, contêineres transbordando e sacos de lixo espalhados pelas calçadas começam a preocupar os moradores / Jonatas Oliveira/ DL
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O segundo dia de greve dos trabalhadores da limpeza urbana da Baixada Santista já provoca impactos visÃveis nas ruas de Santos e outras cidades da região nesta terça-feira (17). Com a coleta comprometida, contêineres transbordando e sacos de lixo espalhados pelas calçadas começam a preocupar os moradores.
Imagens registradas pela reportagem mostram acúmulo de resÃduos em diferentes pontos da cidade, inclusive na orla da praia, onde já é possÃvel encontrar lixo na faixa de areia.
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A situação tem gerado preocupação entre moradores, principalmente pelo risco de mau cheiro, proliferação de insetos e problemas de saúde pública.
Veja também: Sem coleta: Saiba o que fazer com o lixo durante a greve da Terracom e evite insetos ou mau cheiro
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A paralisação envolve cerca de 3 mil trabalhadores ligados às empresas responsáveis pela coleta e limpeza urbana, como Terracom Construções, Terra Santos Ambiental e o Consórcio PG Eco Ambiental.
Os serviços são essenciais e atendem seis cidades da região: Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Cubatão e Bertioga.
Veja imagens realizadas na manhã desta terça-feira na galeria abaixo:
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A greve foi motivada por divergências em relação aos valores pagos no Programa de Participação nos Resultados (PPR) de 2025. Segundo o sindicato da categoria, muitos trabalhadores consideraram os valores depositados muito abaixo do esperado, o que gerou indignação e mobilização.
O presidente do sindicato, André Domingues, afirma que os pagamentos foram vistos como 'simbólicos' por parte dos funcionários. Nas redes sociais, relatos de trabalhadores reforçam o descontentamento com os valores recebidos.
Por outro lado, o grupo empresarial afirma que o pagamento do PPR foi feito dentro das regras previstas em acordo coletivo e na legislação vigente. As empresas também classificaram a greve como "ilegÃtima", alegando descumprimento de exigências legais, como comunicação prévia e manutenção de serviços essenciais.
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Diante do impasse, a questão foi levada à Justiça. O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região determinou que, caso a paralisação continue, ao menos 70% do efetivo deve retornar à s atividades, para evitar prejuÃzos à população.
Além disso, a empresa Terracom terá que apresentar, em até 48 horas, os critérios utilizados para o cálculo do PPR. Os documentos serão analisados pelo sindicato antes de uma nova assembleia da categoria, marcada para o próximo dia 20.
Mesmo com apenas dois dias de paralisação, os efeitos já são evidentes. Sacos de lixo permanecem nas portas das casas, contêineres estão lotados e o acúmulo de resÃduos começa a preocupar autoridades e moradores.
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Enquanto não há acordo, a população da Baixada Santista segue convivendo com os impactos da greve, que pode se agravar nos próximos dias caso não haja solução para o impasse.