Procurada pela reportagem, Nelma Ramos disse ser vítima de um homem capaz de tudo para prejudicá-la. A funcionária diz que já foi ameaçada de morte por Osmar Júnior e nega que esteja no comando de qualquer grupo dentro da Prefeitura. Ela se diz inocente de todas as acusações feitas ao MP, à polícia e às prefeituras.
“Sou uma boa mãe e uma mulher de caráter. Jamais comandaria qualquer grupo envolvido em corrupção. Vou provar que sou inocente e processar Osmar que, inclusive já foi preso por ter me agredido. Tenho 31 ameaças dele gravadas no celular que pretendo apresentar à Justiça. Estou sob a proteção da Lei Maria da Penha. Ele é um homem violento e até tocou fogo em minha casa”, denuncia.
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Sobre as possíveis irregularidades, Nelma garante que são todas inverídicas. Ela garante que nunca levou qualquer documento público para casa e acredita que os documentos fotografados pelo marido foram obtidos por intermédio de outros servidores. “A advogada dele trabalhou na Prefeitura entre 2005 e 2009. Ele conhece mais pessoas dentro da Administração”, insinua.
A funcionária coloca dúvidas sobre a legitimidade das informações do marido levantando a seguinte questão: “se eu cometia esses delitos, por que só agora ele resolveu denunciar? Então, se sou criminosa como ele diz, ele é cúmplice de tudo. Ou não?”, questiona Nelma, esclarecendo que a Prefeitura de Santos sabe que ela trabalha em Guarujá. “Eu só não posso ser reintegrada como professora”.
Prefeituras
A Prefeitura de Guarujá confirmou que a servidora é concursada como fiscal municipal, admitida em 08 de janeiro de 2001. Ela atua no setor de Fiscalizações de Renda da Secretaria de Finanças sob a coordenação de outra servidora e não chefia o setor atualmente. A Prefeitura de Santos não se manifestou sobre o assunto.