Cotidiano

Fim dos sachês? Entenda por que as embalagens de ketchup e maionese irão sumir dos restaurantes

Pressão por redução de plásticos e custos de logística levam redes de fast-food e deliveries a testarem dispensers e potes biodegradáveis para molhos

Luna Almeida

Publicado em 20/03/2026 às 13:15

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Com a restrição iminente aos sachês, a indústria e o varejo buscam soluções que mantenham a padronização / Imagem gerada por IA

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A discussão sobre a proibição dos sachês de condimentos na Europa, prevista para agosto de 2026, começou a movimentar o setor de alimentação em vários continentes, incluindo a América Latina. 

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A regra faz parte de um pacote de políticas ambientais rigorosas contra plásticos descartáveis, que também atinge itens como talheres, pratos e copos de uso único. 

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O objetivo central é reduzir o volume de resíduos plásticos de pequeno porte, conhecidos pela baixa capacidade de reciclagem, forçando bares, hotéis e redes de delivery a reorganizarem a forma como servem temperos.

Embora a lei seja europeia, o efeito indireto nas cadeias globais de fornecimento e nas expectativas dos consumidores brasileiros é real. 

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Grandes marcas tendem a padronizar suas práticas em todo o mundo, e o público local tem valorizado cada vez mais operações que demonstram responsabilidade ambiental. 

Para os gestores, o cenário atual é de planejamento para uma transição gradual que preserve a higiene e a praticidade.

Veja também: Anvisa suspende glitter e folhas de ouro para bolos por presença de plástico

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Alternativas para substituir as embalagens individuais

Com a restrição iminente aos sachês, a indústria e o varejo buscam soluções que mantenham a padronização das porções sem gerar lixo plástico. Diferentes modelos de operação exigem formatos específicos, priorizando sempre protocolos de limpeza. Confira as principais alternativas que estão sendo testadas:

Dispensadores pump ou squeeze: indicados para áreas de grande movimento e sistemas de autoatendimento.

Recipientes retornáveis: uso de potes de vidro, inox ou cerâmica para molhos e azeites diretamente nas mesas.

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Materiais biodegradáveis: embalagens compostáveis voltadas especificamente para delivery e retirada no balcão.

Sistemas de refil: compra de condimentos em grandes volumes para reduzir embalagens menores e otimizar estoques.

Impactos nos custos e na experiência do cliente

A substituição dos plásticos de uso único exige um investimento inicial em equipamentos e novas rotinas de higienização. 

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No entanto, a compra de condimentos a granel ou em embalagens maiores tende a reduzir o custo por volume a longo prazo. 

Para que a mudança seja financeiramente vantajosa, o controle rigoroso contra desperdícios, vazamentos e produtos vencidos torna-se uma prioridade na gestão do estoque e no treinamento das equipes.

Na ponta final, a experiência do consumidor depende de uma comunicação transparente. Materiais informativos em mesas e cardápios digitais ajudam a orientar sobre o uso dos novos sistemas e reforçam os benefícios ambientais. 

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Equipes bem preparadas para indicar a localização dos condimentos e garantir a limpeza dos recipientes ajudam a manter a percepção de higiene, essencial no setor de alimentação.

Por que antecipar a mudança no mercado brasileiro

Antecipar-se às tendências europeias pode significar uma vantagem competitiva no Brasil, preparando o negócio para futuras regulações locais e atraindo clientes mais exigentes. 

Reduzir o plástico e otimizar as compras ajuda a alinhar a operação com as expectativas modernas de sustentabilidade. 

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Iniciar os testes de alternativas e envolver os colaboradores agora evita correrias quando leis semelhantes forem discutidas por aqui, posicionando o estabelecimento como referência em responsabilidade no setor.

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