A Mastercard pretende transformar a forma como milhões de brasileiros fazem compras pela internet até 2030. A medida deve marcar o início do fim dos 16 algoritmos do cartões de crédito (PAN) com senhas de confirmação.
A meta da empresa é que os consumidores não precisem mais digitar os dados do cartão nem utilizar códigos temporários para concluir pagamentos online. No lugar, as transações seriam autorizadas por tecnologias como biometria, reconhecimento facial, impressão digital e sistemas de tokenização.
Segundo a companhia, a proposta busca tornar as compras online mais rápidas e seguras. Atualmente, as fraudes no comércio eletrônico são cerca de sete vezes mais frequentes do que nas lojas físicas, enquanto muitos consumidores ainda enfrentam dificuldades ao preencher manualmente os dados do cartão durante uma compra.
O novo modelo permitirá que as informações de pagamento permaneçam protegidas nos dispositivos dos usuários, reduzindo a exposição de dados sensíveis. A empresa também pretende ampliar o uso de cartões sem números visíveis, diminuindo riscos em casos de perda, furto ou roubo.
O que é tokenização?
A tokenização é uma tecnologia já utilizada em milhões de transações digitais. O serviço utiliza o sistema de autenticação biométrica Payment Passkey e a solução Click to Pay, que permite finalizar compras online sem a necessidade de preencher formulários a cada operação.
Segundo a companhia, mais de 40% das transações processadas pela rede Mastercard já utilizam tokenização em todo o mundo. Na América Latina, os bancos, as fintechs e as plataformas de pagamento vêm ampliando a adoção dessas ferramentas.
A mudança representa uma evolução semelhante à substituição da tarja magnética pelos pagamentos por aproximação. A expectativa é que, nos próximos anos, os números de cartões, senhas e códigos enviados por SMS deixem de fazer parte da rotina dos consumidores digitais.






