A Câmara dos Deputados aprovou a PEC que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas. A votação ocorreu na noite da última quarta-feira (27). O texto também prevê o fim da escala 6×1 e segue para a análise do Senado Federal. Entretanto, essa medida não será válida para todos os trabalhadores brasileiros.
De acordo com o texto aprovado pelos deputados, estão excluídos os profissionais com diploma de nível superior. A regra vale para quem recebe salário equivalente a duas vezes e meia o teto do INSS. Esse valor atualmente está na casa de R$ 21,1 mil por mês.
Para este grupo específico, não haverá aplicação das regras relacionadas à jornada de trabalho e ao controle de ponto.
Quem está fora da PEC?
Segundo o texto aprovado pela Câmara, estão excluídos os trabalhadores que atendam simultaneamente aos seguintes critérios:
- Diploma de nível superior;
- Remuneração mensal na casa de R$ 21,1 mil.
De acordo com a justificativa dos parlamentares, a decisão quer evitar o aumento da “pejotização” entre os profissionais de alta renda. A medida também garante maior liberdade contratual para cargos considerados estratégicos ou especializados.

O que muda?
Com a aprovação definitiva desta PEC, a jornada máxima dos demais empregados da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) passará de 44 para 40 horas semanais. Entretanto, essa mudança será aplicada em dois momentos distintos:
- Redução inicial de duas horas em até dois meses após a promulgação;
- Corte das duas horas restantes em até 12 meses depois da primeira mudança.
A proposta entrará em vigor 60 dias após a sua promulgação. O texto garante ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos.
E o Senado?
O próximo passo agora é a discussão do texto no Senado. A Casa precisa avaliar os impactos econômicos e trabalhistas antes de votar a matéria em plenário.
Durante a tramitação, os senadores podem criar uma comissão especial. Outra opção é encaminhar o texto para análise das comissões temáticas antes da votação final. Porém, ainda não há uma data divulgada para que essa votação aconteça.
Para ser aprovada, a PEC precisa passar por dois turnos no Senado. Ela necessita do apoio mínimo de 49 senadores em cada uma das votações.
Se os senadores alterarem o texto, ele precisará voltar para a Câmara dos Deputados. Os deputados farão uma nova análise do texto. A medida só se tornará válida após a conclusão de toda a tramitação no Congresso Nacional. Nesse momento a emenda poderá ser promulgada.
