Filho de Chorão pede um minuto de barulho em homenagem ao pai

A pedido do filho do artista, a Câmara de Santos prestou uma homenagem ao líder do Charlie Brown Jr

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08 MAR 201316h03

O sepultamento de Chorão tinha acabado havia poucos minutos, na Memorial Necrópole Ecumênica. Em outro ponto da Cidade, começaria mais uma sessão ordinária da Câmara, como outra qualquer. Mas o Legislativo quebrou o protocolo para também homenagear o líder da banda Charlie Brown Júnior. Minutos antes da sessão, quem chegava ao Plenário Oswaldo De Rosis ouvia alguns sucessos da banda. Mas a surpresa maior estava por vir.

E veio de skate na mão, e com a camisa do Santos Futebol Clube no ombro. Era Alexandre, filho do artista, que estava acompanhado de amigos e familiares. Bastou Manoel Constantino (PMDB) pedir um minuto de silêncio em homenagem a Chorão para que outros vereadores também lembrassem passagens que tiveram com o artista.

Após o minuto de silêncio, o presidente da Câmara, Sadao Nakai (PSDB), interrompeu regimentalmente os trabalhos para que Alexandre pudesse falar. Antes dele, seu tio, Murilo Lima agradeceu, segurando as lágrimas, o carinho que a Câmara tinha dado a Chorão.

Emoção - Acompanhado de amigos e familiares, Alexandre foi agradecer (Foto: Divulgação/ Câmara de Santos)

Alexandre foi logo explicando que não tinha prática para lidar com protocolos legislativos. E não fez feio. Lembrou que o Legislativo havia concedido uma homenagem a seu pai, ainda em vida. “Não foi uma homenagem só ao Chorão, mas ao Alexandre”. O filho lembrou o que o pai sempre “levava a Cidade em seu coração” e terminou seu emocionado discurso, surpreendendo: “Meu pai não era muito fã de silêncio. Gostava muito de barulho”.

Atendendo ao seu pedido, todos que estavam em plenário e nas galerias aplaudiram o artista, por um minuto. Alexandre tinha saído da tribuna (onde estava o microfone), mas retornou para um grito, muito usado pelo pai nos shows pelo Brasil: “Santos!!”

O Legislativo retomou os trabalhos e votações, após todos os vereadores terem ido abraçar o herdeiro de um líder do rock nacional, já comparado a Renato Russo e Cazuza.