A população do litoral de São Paulo está enfrentando uma série de problemas com relação ao transporte público. Entre as queixas relatadas à reportagem no quadro Diário nos Bairros, estão a organização dos horários das linhas de ônibus, assim como o trânsito desorganizado na região da orla da praia.
Ao Diário, uma das usuárias do transporte de Santos, Isabela, relata que demora cerca de duas horas para conseguir transitar de casa até o seu trabalho. “Tem vezes que fico aqui [no ponto] 40 minutos esperando. Às vezes, no sábado, tem poucos ônibus”.
Já o morador de Guarujá que trabalha no Centro de Santos, Francisco Nascimento, diz que leva esse mesmo tempo para chegar ao emprego. “Normalmente, umas duas horas”.
Trânsito e frotas
O trânsito ainda é um dos grandes problemas para os munícipes, e o principal ponto criticado é a avenida da praia. “Na Conselheiro Nébias e na Afonso Pena me pega bastante”, relata Isabela.
Em outros relatos à reportagem, os usuários reclamaram sobre os congestionamentos nas entradas de Santos, principalmente nos trechos da avenida da praia.
Frotas
Já uma outra usuária disse que existem ônibus que sempre passam juntos e, mesmo que tenham destinos similares, isso acaba sendo prejudicial. “Eu pego o 156 ou o 19 e eles passam no mesmo horário. Depois demora muito tempo para passar de novo, questão de uma hora”, relatou. “Se eles vão para o mesmo destino, por que não passam de meia em meia hora?”.
Enquanto a passageira Nádia, que mora em São Vicente e trabalha em Santos, relatou que mesmo que os ônibus santistas possuam ar condicionado, os intermunicipais possuem este benefício da mesma forma. “O que eu pego, por exemplo, não tem, que é o 933”.
Veja o vídeo feito abaixo pela reportagem do Diário do Litoral no quadro Diário nos Bairros.
VLT
Mesmo que as duas linhas do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) continuem operando de forma total desde o dia 11 de maio, os passageiros ainda enfrentam diversos problemas em relação aos vagões e estações, que vão desde ar-condicionado desligado até falta de informações sobre atrasos.
Segundo o veterinário Rogério Santos de Paula, que usa o serviço seis vezes por semana, os problemas são cada vez mais constantes. “Alguns problemas são bem frequentes, como por exemplo a superlotação dos vagões nos dias quentes. Com o vagão lotado, o ar-condicionado não consegue manter uma temperatura aceitável”.
Ainda sobre a questão dos horários, Rogério cita que, em situações de atraso nas operações, as informações não são divulgadas devidamente para os passageiros. “Ficamos sem saber do que se trata o atraso e se há alguma previsão de normalização”, explica.
