Festival online de Cultura Marginal evidencia a produção periférica da Baixada

Primeira edição do Festival acontece nesta quarta-feira, visando a propagação da cultura negra marginalizada

O 1° Festival de Cultura Marginal acontece nesta quarta-feira (13). Com apoio da Lei Aldir Blanc de incentivo à cultura, o festival será 100% online e reúne diversos artistas locais e as convidadas Tasha e Tracie, direto da capital. A transmissão, a partir das 18 horas, acontecerá através dos perfis de YouTube e Facebook da artista Medusa Braba, idealizadora do projeto, e na página de Facebook do projeto.

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Além do amparo na Lei, os artistas contarão com o apoio de Favela Business, Nefertari Braids, Criola Braids e Grape Tv Rap, com a line-up recheada de talentos.

Confira:

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18:30h Batalha da Conselheiro
19:30 Pakko20:00 Afreekassia
20:40 DJ Nicão da BPS
22:10 Mc M Lyn
22:40 Crime
23:10 TASHA E TRACIE
00:10 Lelê Colares

Conheça cada um dos integrantes da primeira edição do Festival:

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Batalha da Conselheiro

Criada em 2015, a Batalha Da Conselheiro ocorre toda quarta feira e contava até então com mais de 231 edições ininterruptas (pararam devido a pandemia), sendo a primeira batalha de rimas semanal da cidade, servindo de inspiração e vontade para diversas outras criadas posteriormente, principalmente por trazerem um formato até então, utilizado só em 3° round de outras, o “bate e volta”, o qual acham mais dinâmico.

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Semanalmente, a Batalha conta com 16 a 32 MCs batalhando. Há em média 100/150 pessoas como público, não só de Santos, mas de todas as outras cidades da Baixada.

O destaque vai para as “crias”, como por exemplo Tubarão (classificado pro Duelo Nacional 2019), Dre Araújo e Th MC (ambos classificados pro Duelo Nacional 2018), entre outros destaques locais, com grande potencial para alcançar o feito de seus antecessores, quando tiverem uma oportunidade.

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Hoje contam com quase 10 mil seguidores em redes e mais de 50 mil visualizações em vídeos; apenas com trabalho de artistas locais.

DJ Bonekinha Iraquiana

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DJ residente da Festa Ultraje, Bonekinha estreou nas pistas em março de 2019 com um set de funk nunca tocado nos rolês de Santos. Com influência dos grandes bailes de São Paulo, seu set é composto por grandes hits que tocam por lá. A sua envolvência com os beats deixa claro que Bonekinha nasceu para isso. Em 2020 fez sua grande estreia no Baile da Colômbia que foi o set mais amado pela galera.

Afreekassia

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Afreekassia é DJ, MC, modelo e artista visual da Baixada Santista. Por meio de suas criações, busca expressar uma narrativa preta e feminina. Iniciou sua carreira musical em 2016 como DJ, apresentando uma pesquisa focada em ritmos afro-diaspóricos e artistas pretas.

MC M Lyn

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MC M Lyn se consagrou mestre de cerimônia ainda muito nova quando começou desenvolver rimas em batalhas de Mc’s e letras que mostravam parte da sua vivência e sua forma de enchergar o mundo. Desde então vem se envolvendo e participando de eventos relacionados a cultura de rua, do hip Hop, e o trap, trazendo a voz da representavidade feminina em cima de letras agressivas, e com uma grande diversidade de gêneros.

DJ Nicão da BPS

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Filha de Orixá, Dj, psicóloga não importa a ordem. Fundadora e produtora da Black Pussy Supremacy, essa é Nicão da BPS.

Augusto ‘Pakko’

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Augusto Pakko é rapper, compositor, modelo e diretor criativo. Jovem negro vindo das ruas da Zona Noroeste de Santos, transforma toda sua vivência em conceitos que resultam em suas obras, repletas de luta, resistência e autoestima. Pakko traz um novo conceito de notabilidade social quando se autointitula “Um Preto Notável”.

Crime

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777criminosa começou sua carreira como MC de funk no ano de 2011. Em 2017 conheceu as batalhas de rima e se apaixonou pelo movimento Hip Hop. Porém, por conta do machismo e sexismo na cena, não participava das batalhas.

Em 2018 entrou para o Caoz, um grupo de rap formado por LGBTQIs+ da Baixada Santista, onde canta a liberdade e sua vivência de mulher negra e lésbica. É uma das idealizadoras do Crime/ Black Panthers Mob.

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Meduza Braba

Meduza  começou a frequentar as batalhas de rima na Baixada Santista e percebeu que assim como o machismo estava presente no seu dia a dia, também estava no Hip-Hop.

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É uma das idealizadoras do Black Panthers Mob e da batalha do caoz. Meduza costuma dizer que o Hip Hop a salvou diversas vezes. Dessa forma, pretende ser inspiração para que outras mulheres possam também ser salvas.

Tasha e Tracie

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As gêmeas paulistanas Tasha e Tracie Ona Okereke são DJs, estilistas, diretoras de arte, produtoras culturais, blogueiras e ativistas periféricas! Trabalham em prol da autonomia e da auto-estima do jovem favelado e suas armas são a moda, a música, a arte, a história, a cultura, o conhecimento e a internet.