Ferrovia inoperante entra em plano para atrair visitantes e valorizar o centro de Mongaguá

Prefeitura negocia com a União cessão de áreas da linha férrea para criar espaços de lazer e fortalecer o turismo no centro da cidade

Proposta busca garantir destinação voltada ao interesse público, com potencial para organização viária

Proposta busca garantir destinação voltada ao interesse público, com potencial para organização viária | Divulgação/PMM

A Prefeitura de Mongaguá formalizou junto à Secretaria do Patrimônio da União (SPU) um pedido de acordo de cooperação técnica para viabilizar a doação ou cessão de uso de áreas da linha férrea que corta o município.

A iniciativa integra uma estratégia de planejamento urbano e recuperação de espaços subutilizados, com foco em desenvolvimento econômico e valorização territorial.

O processo foi encaminhado pela Procuradoria-Geral do município após reunião institucional com representantes da SPU realizada na cidade, consolidando tratativas iniciadas em outubro de 2025.

Na ocasião, a prefeita Cristina Wiazowski esteve na Superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), na capital paulista, para discutir o futuro do trecho ferroviário.

Entre os espaços considerados prioritários estão o bolsão de estacionamento da região central, a Estação de Trem de Agenor de Campos e a Estação de Trem do Centro.

A proposta busca garantir destinação voltada ao interesse público, com potencial para organização viária, fortalecimento do comércio e estímulo ao turismo sustentável.

O trecho que atravessa Mongaguá integra o ramal Santos-Cajati, atualmente classificado como inoperante e antieconômico pela concessionária Rumo Logística, cuja concessão federal se estende até 2028.

A falta de manutenção e investimentos ao longo dos anos tem gerado impactos urbanísticos e preocupações com segurança no entorno das áreas ferroviárias.

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A supervisão contratual é realizada pelo DNIT e pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), enquanto áreas com ocupações irregulares estão sob responsabilidade da SPU — fator que reforça a necessidade de articulação direta com a União.

A Prefeitura defende que o município esteja preparado para participar das decisões sobre a destinação dos 13 quilômetros de ferrovia, especialmente diante da possibilidade de não renovação da concessão.

Segundo a administração municipal, a requalificação das áreas pode incluir regularização de estacionamento, criação de equipamentos públicos e novos usos urbanos para as estações, contribuindo para a revitalização da paisagem e para a consolidação do turismo como vetor de crescimento local.

Legenda:
Prefeitura de Mongaguá formaliza pedido à União para uso de áreas da linha férrea com foco em mobilidade, turismo e requalificação urbana.