Feiras da região sofrem com falta de produtos e preços altos

Quem procurou por mamão e cenoura na feira da Rua Oswaldo Cruz, ontem, não encontrou. Segundo os feirantes, esses alimentos não estão chegando ao Mercado de Santos

Barracas com pouca mercadoria e preços altos, esse é o cenário das feiras da região, que começaram a sentir os reflexos da greve dos caminhoneiros. Quem procurou por mamão e cenoura na feira da Rua Oswaldo Cruz, ontem, não encontrou. Segundo os feirantes, esses alimentos não estão chegando ao Mercado de Santos, onde a maioria compra a ­mercadoria.

Continua após a publicidade

“Tive que chegar cedo no Mercado e mesmo assim não consegui comprar melancia. Quem comprou, é porque foi mais cedo que eu. Já o mamão e a cenoura estavam em falta”, afirma o feirante Marcelo da Silva.

A população não está contente com os preços, mas com a necessidade de comprar pelo menos o essencial, aceita pagar o valor mais alto. “Os mercados estão vazios, e temos que comprar alguma coisa”, comenta Maria Zunaria. “Estou comprando pouco não só pelo preço, mas também pensando no próximo”, complementa.

Continua após a publicidade

Ana Benetton também comprou apenas alguns itens, pois não encontrou nos mercados. “Vim com R$ 100,00 e não comprei quase nada. Paguei R$ 8,00 em um maço de alfaces e só comprei algumas coisas porque no mercado não tem nada”, declara.

O preço não subiu apenas para o consumidor. Feirantes garantem que a mercadoria também está chegando para eles com um preço alto. “Teve mercadoria que eu não trouxe, porque achei muito cara”, informa o feirante Marinaldo Rodrigues. “Do produtor até o feirante acaba passando por muita gente e essa travessia aumenta o preço”, completa.

Continua após a publicidade

Ao contrário de outros feirantes, Elisângela Ventura decidiu comprar a mercadoria direto do produtor. “Tivemos que subir de caminhonete, porque os caminhões são barrados”, comenta. “Como a procura está menor, já que os caminhões não podem rodar, eles aumentaram o preço”, diz.

Se a greve persistir, comerciantes afirmam que não sabem se vão conseguir ir às próximas feiras. “No último sábado não conseguimos trabalhar e não sei como vai ser nos próximos dias”, comenta Elisângela.

Continua após a publicidade

Segundo a feirante Vanessa Dias, ir ou não à próxima feira depende da mercadoria que vão encontrar. “Estamos vivendo o hoje, a gente não sabe o que vai ser do outro dia”, ­esclarece.

A greve dos caminhoneiros entrou hoje no décimo dia. Segundo o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam), Alexsandro Viviani, o governo não concedeu os descontos em outros combustíveis, nem votou o marco regulatório dos transportes, por isso a greve ­continua.