Cotidiano

Feira São Vicente 360 impulsiona pequenos negócios e gera novas oportunidades

O encontro acontece no pavilhão montado na Praia do Gonzaguinha e conta com apoio do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte

Ana Clara Durazzo

Publicado em 22/01/2026 às 16:11

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A proposta é dialogar com quem empreende na prática e discutir caminhos para fortalecer pequenos negócios / Divulgação/PMSV

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O município de São Vicente recebe nesta quinta-feira (23), às 16h, o secretário nacional de Ambiente de Negócios, Maurício Juvenal, durante a Feira São Vicente 360. O encontro acontece no pavilhão montado na Praia do Gonzaguinha e conta com apoio do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.

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Na palestra, o secretário apresentará um diagnóstico do empreendedorismo no país a partir dos cinco eixos que orientam a atuação da Secretaria Nacional: crédito, acesso a mercados, simplificação burocrática, produtividade e internacionalização. A proposta é dialogar com quem empreende na prática e discutir caminhos para fortalecer pequenos negócios.

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Empreender como identidade da cidade

Antes de virar renda, o empreendedorismo nasce no cotidiano de quem cria, produz e aposta no próprio trabalho como meio de sustento e visibilidade. Essa lógica ocupa a Praça Tom Jobim, no Gonzaguinha, ao lado da arena da Encenação da Fundação da Vila de São Vicente, com a 2ª edição da Feira São Vicente 360.

Promovido pela Prefeitura de São Vicente, por meio das secretarias de Turismo, Cultura e Emprego, Trabalho e Renda, o evento acontece de 18 a 25 de janeiro, das 12h às 22h, reunindo 20 empreendedores locais para divulgar produtos, ampliar conexões e fortalecer o comércio criativo da cidade.

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Histórias que viram trabalho

Mais do que barracas, a feira revela trajetórias pessoais que ajudam a contar a história de São Vicente. É o caso da artesã Sandra Regina Ricoy, que participa pela primeira vez do evento. Ela trabalha com vestuário artesanal, crochê, tricô, mandalas em pontilhismo e bijuterias — e transformou o artesanato em ferramenta de ressignificação pessoal.

'Comecei a fazer crochê durante o tratamento contra o câncer. Era algo para mim, para passar o tempo. Depois virou presente para a família e, quando vi, estava criando outras peças', contou. Para ela, a feira funciona como porta de entrada para novos públicos. 'Aqui, a visibilidade é outra'.

Memória, tecnologia e inclusão

A feira também abre espaço para quem empreende há décadas. Vera Lúcia Corumba representa o trabalho desenvolvido ao lado do marido, Anderson Corumba, referência no artesanato vicentino há quase 40 anos. Entre os produtos estão souvenirs da cidade com QR Codes que levam a informações históricas e turísticas, pensadas inclusive para pessoas com deficiência visual.

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'É um produto que conta a história da cidade. Já foi para países como Japão, Itália, Portugal e Dubai', explicou. Segundo ela, a estrutura da feira amplia as oportunidades. 'Começamos vendendo, mas o que vem depois são encomendas e novos contatos'.

Negócios novos e impacto social

A diversidade de perfis também aparece entre os negócios mais recentes. A empreendedora Andréia Lamezon, sócia do Baobá Vinhos, levou à feira a proposta do primeiro bar de vinhos da cidade, inaugurado há apenas dois meses no Gonzaguinha.

'A proposta é ousada: vinho na praia. Estar aqui ajuda as pessoas a conhecerem a casa e entenderem o conceito', afirmou.

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Entre as iniciativas de impacto social, o Instituto Adesaf divulga um serviço pioneiro: atendimento especializado em cannabis medicinal pelo SUS em São Vicente, o primeiro do Brasil. 'Tudo o que vendemos aqui é revertido para pacientes que não têm condições de adquirir o medicamento', explicou a presidente Fernanda Gouveia.

Networking além da venda

A presença do ministro Márcio França reforçou o papel estratégico do evento. Para ele, o impacto vai além da venda imediata. 'Em média, só 20% das vendas acontecem no dia. O restante vem depois, com encomendas e contatos. Quando o poder público cria esse espaço, tudo muda', destacou.

A secretária de Turismo, Juliana Santana, ressaltou a integração entre empreendedorismo, turismo e cultura. 'Os microempreendedores promovem a cidade. Inserir esse trabalho junto à Encenação dá visibilidade e cria oportunidades que continuam depois da feira'.

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O prefeito Kayo Amado afirmou que a proposta é fazer a Encenação transbordar para além do espetáculo. 'As pessoas vêm, consomem, conhecem a cultura local e vivem a experiência completa'.

Na mesma linha, a vice-prefeita Sandra Conti reforçou que a feira atende uma demanda real. 'Criar espaços como esse é dar visibilidade, dignidade e oportunidade para quem já empreende'.

Formação e futuro

Além da exposição e comercialização, a Feira São Vicente 360 oferece programação formativa, com palestras sobre empreendedorismo social, redes sociais, inovação, pertencimento e a relação entre passado e futuro da cidade. A proposta é deixar um legado que vá além da temporada de verão — fortalecendo quem empreende hoje e prepara o caminho para o amanhã.

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