Cotidiano

Febre leve e ínguas? Antes das bolhas, Mpox dá sinais discretos que muita gente não percebe

Muitas pessoas estão transmitindo o vírus sem saber, acreditando estar apenas com uma virose comum ou alergia

Ana Clara Durazzo

Publicado em 26/02/2026 às 09:15

Atualizado em 26/02/2026 às 09:20

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O maior perigo atual não são apenas as feridas evidentes, mas os sintomas iniciais discretos / Divulgação

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A Mpox (anteriormente conhecida como varíola dos macacos) voltou a mobilizar o Ministério da Saúde. O maior perigo atual não são apenas as feridas evidentes, mas os sintomas iniciais discretos. Muitas pessoas estão transmitindo o vírus sem saber, acreditando estar apenas com uma virose comum ou alergia.

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Saber diferenciar os sinais nos primeiros dias é a única forma de frear o contágio. Confira os sintomas que você não pode ignorar:

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Os sinais 'invisíveis' que precedem as feridas

Muitas vezes, a doença começa 'por dentro' antes de explodir na pele. Fique atento a:

  1. Ínguas (Linfonodos Inchados): Este é o grande diferencial. Diferente da varíola comum ou gripe, a Mpox costuma causar inchaço no pescoço, axilas ou virilha.

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  2. Febre Baixa e Persistente: Nem sempre o termômetro sobe muito. Aquela sensação de corpo "quente" e mal-estar pode ser o primeiro alerta.

  3. Dor de Cabeça e nas Costas: Uma cefaleia intensa acompanhada de dores musculares profundas é um relato frequente nos casos monitorados.

  4. Feridas na Boca e Dor ao Engolir: Frequentemente confundidas com aftas ou amigdalite, as lesões internas podem ser o único sinal visível no início.

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  5. Lesões 'Disfarçadas': Nem todo mundo fica com o corpo coberto de bolhas. Uma única ferida na região genital, anal ou bucal já é motivo de alerta total.

  6. Cansaço Extremo: Uma exaustão que parece desproporcional às atividades do dia.

Como o vírus está se espalhando?

A transmissão é mais fácil do que se imagina e não depende apenas de contato íntimo. O contágio ocorre por:

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  • Contato direto com as feridas ou fluidos corporais;

  • Objetos contaminados (lençóis, toalhas e roupas de quem está infectado);

  • Gotículas através do contato próximo e prolongado.

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O que fazer ao suspeitar?

O Ministério da Saúde é enfático: se você notar lesões suspeitas ou febre acompanhada de ínguas, o isolamento deve ser imediato.

  • Busque uma unidade de saúde: O diagnóstico é laboratorial.

  • Não compartilhe objetos: Toalhas e talheres devem ser de uso exclusivo.

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  • Evite contato físico: Até que a causa seja descartada por um médico.

O risco dos quadros leves: Quando os sinais são discretos, a tendência é manter a rotina. É exatamente aí que o vírus circula. Atenção redobrada a pequenas "alergias" que não cicatrizam.

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