A Mpox (anteriormente conhecida como varíola dos macacos) voltou a mobilizar o Ministério da Saúde. O maior perigo atual não são apenas as feridas evidentes, mas os sintomas iniciais discretos. Muitas pessoas estão transmitindo o vírus sem saber, acreditando estar apenas com uma virose comum ou alergia.
Saber diferenciar os sinais nos primeiros dias é a única forma de frear o contágio. Confira os sintomas que você não pode ignorar:
Os sinais ‘invisíveis’ que precedem as feridas
Muitas vezes, a doença começa ‘por dentro’ antes de explodir na pele. Fique atento a:
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Ínguas (Linfonodos Inchados): Este é o grande diferencial. Diferente da varíola comum ou gripe, a Mpox costuma causar inchaço no pescoço, axilas ou virilha.
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Febre Baixa e Persistente: Nem sempre o termômetro sobe muito. Aquela sensação de corpo “quente” e mal-estar pode ser o primeiro alerta.
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Dor de Cabeça e nas Costas: Uma cefaleia intensa acompanhada de dores musculares profundas é um relato frequente nos casos monitorados.
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Feridas na Boca e Dor ao Engolir: Frequentemente confundidas com aftas ou amigdalite, as lesões internas podem ser o único sinal visível no início.
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Lesões ‘Disfarçadas’: Nem todo mundo fica com o corpo coberto de bolhas. Uma única ferida na região genital, anal ou bucal já é motivo de alerta total.
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Cansaço Extremo: Uma exaustão que parece desproporcional às atividades do dia.
Como o vírus está se espalhando?
A transmissão é mais fácil do que se imagina e não depende apenas de contato íntimo. O contágio ocorre por:
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Contato direto com as feridas ou fluidos corporais;
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Objetos contaminados (lençóis, toalhas e roupas de quem está infectado);
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Gotículas através do contato próximo e prolongado.
O que fazer ao suspeitar?
O Ministério da Saúde é enfático: se você notar lesões suspeitas ou febre acompanhada de ínguas, o isolamento deve ser imediato.
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Busque uma unidade de saúde: O diagnóstico é laboratorial.
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Não compartilhe objetos: Toalhas e talheres devem ser de uso exclusivo.
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Evite contato físico: Até que a causa seja descartada por um médico.
O risco dos quadros leves: Quando os sinais são discretos, a tendência é manter a rotina. É exatamente aí que o vírus circula. Atenção redobrada a pequenas “alergias” que não cicatrizam.
