Farc mostram empenho em negociar a paz, diz Santos

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, reconheceu que há vontade e empenho do comando das Farc para acabar com o conflito armado no país.

Comentar
Compartilhar
15 JAN 201311h16

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, reconheceu que há vontade e empenho do comando das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para acabar com o conflito armado no país. Segundo ele, a maior parte dos guerrilheiros está disposta a adotar um cessar-fogo unilateral, como exige o governo para estabelecer as negociações.

Santos disse estar satisfeito também porque o negociador-chefe das Farc, Ivan Marquez, indicou que quer dar mais agilidade ao processo de negociações de paz. "Eu gostei do que isse Ivan Marquez, pois coincidiu com o que pensa Humberto de la Calle [emissário do governo] sobre impor um novo ritmo [às negociações]”, ressaltou.

O presidente colombiano reiterou que a presença do ex-presidente norte-americano Jimmy Carter, Prêmio Nobel da Paz de 2002, não representa que ele será um mediador no processo de negociação.

O presidente colombiano reiterou que a presença do ex-presidente norte-americano Jimmy Carter, Prêmio Nobel da Paz de 2002, não representa que ele será um mediador no processo de negociação. (Foto: Divulgação)

"Eu disse [a Carter], francamente, que eu não acho que nós precisamos dele [como mediador], pois mediadores, às vezes, em vez de ajudar, atrapalham”, acrescentou.

No domingo (13), o governo e as Farc retomaram as negociações, em Havana, capital cubana, sobre a questão agrária. "Eu tenho que admitir que a oferta de trégua unilateral (Farc) tem sido cumprida", disse ele, lembrando que houve uma redução de 87% na quantidade de homens das Farc na região.

De acordo com o presidente, as Farc sinalizaram a disposição de manter a trégua para além do dia 20, quando expira o prazo preliminar. Segundo Santos, atualmente as Farc contam com aproximadamente 8 mil homens.

As negociações de paz entre o governo colombiano e as Farc, além do Exército de Libertação Nacional (ELN), foram retomadas no ano passado. Autoridades de Cuba, da Noruega, do Chile e da Venezuela fazem a mediação. A previsão é que no fim do ano seja fechado um acordo de paz.