Nos últimos anos, moradores e turistas do litoral de São Paulo têm notado que uma das praias mais tradicionais da região corre o risco de desaparecer: a Praia do Gonzaguinha, em São Vicente.
Esse processo, que já foi registrado na história em 1532, está novamente em curso por conta de um fenômeno natural conhecido como erosão costeira.
O que é a erosão costeira?
A erosão costeira ocorre ao longo da costa e afeta promontórios, costões rochosos, falésias e, principalmente, praias. Esse fenômeno é geralmente causado pela ação constante das águas do mar, que atuam sobre os materiais da linha costeira, modificando-os por meio de processos químicos e mecânicos.
Trata-se de um processo natural associado a um balanço sedimentar negativo, ou seja, quando há mais perda do que reposição de sedimentos. No entanto, quando a erosão se torna severa e persistente, atingindo toda a extensão da praia ou parte dela, pode comprometer áreas de relevância socioeconômica e ambiental.
Por isso, o fenômeno exige atenção especial de cientistas e autoridades, já que pode transformar essas regiões em áreas de risco iminente.
Prevenção
Diversas cidades do litoral de São Paulo têm adotado medidas para conter o avanço do mar. Entre as ações implementadas estão a construção de barreiras submersas, muros de contenção e o uso de sacos de areia para reforçar o solo e proteger a faixa litorânea.
Em 2017, o Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) elaborou o Mapa de Risco à Erosão Costeira do Estado de São Paulo, que identificou e catalogou áreas vulneráveis à erosão, incluindo faixas de areia e regiões que podem ser totalmente invadidas pelo mar nos próximos anos.
O Diário do Litoral divulgou uma matéria apontando quais praias do estado correm o risco de desaparecer, caso o fenômeno continue sem controle.
