Cotidiano
Investigação do 2º DP apreendeu celulares, chips e notebook em apartamento usado para enganar vítimas com promessas de dinheiro fácil
Objetos apreendidos na operação no Morro do Marapé, em Santos / Reprodução/Polícia Civil
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A Polícia Civil de Santos subiu o Morro do Marapé nesta quinta-feira (9) para desmantelar o que parece ser uma "fábrica" de golpes eletrônicos.
A equipe do 2º Distrito Policial cumpriu um mandado de busca em um imóvel na Avenida Doutor Antônio Manoel de Carvalho. O alvo? Uma central de estelionato que agia por aplicativos de mensagem.
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O esquema era o clássico "golpe do falso advogado". Os criminosos entravam em contato com as vítimas dizendo que elas tinham valores judiciais para receber.
Para dar um ar de verdade, usavam termos técnicos e nomes de escritórios conhecidos. A armadilha vinha logo depois: para liberar o dinheiro "fake", a pessoa precisava pagar taxas antecipadas.
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Dentro do apartamento, os policiais encontraram Lucas, de 27 anos. O local estava recheado de provas que reforçam a investigação de estelionato.
Foram apreendidos sete celulares, uma pilha de chips de várias operadoras, cartões bancários e um notebook. No carro do investigado, a polícia achou ainda mais chips, sinal de que ele usava várias linhas para atacar diferentes vítimas ao mesmo tempo.
Além da parafernália do golpe, os agentes encontraram uma pequena quantidade de maconha.
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Pelas regras atuais do STF, a droga foi registrada apenas como porte para consumo pessoal, sem maiores complicações criminais por esse item específico.
Todo o material foi levado para a delegacia. Lucas foi indiciado formalmente pelo crime de estelionato, mas, por enquanto, responderá em liberdade.
A polícia agora analisa o notebook e os celulares para descobrir quantas pessoas caíram no golpe e se há mais gente envolvida no esquema aqui na região.
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