Explosões em universidade deixam pelo menos 82 mortos

Ativistas afirmaram que foram caça do governo, já uma fonte militar disse que foram os rebeldes.

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16 JAN 201312h02

Mais de 80 pessoas foram mortas nesta terça-feira (15) em duas explosões na Universidade de Alepo, informaram Mohammed Wahid Akkad, o governador da maior cidade da Síria. O governo sírio culpou os insurgentes pelas explosões, ao afirmar que eles dispararam dois mísseis contra a universidade. Já os rebeldes sírios afirmam que as explosões foram provocadas pelo bombardeio de um caça da Força Aérea da Síria. Tropas do governo e insurgentes combatem em Alepo desde meados do ano passado e vários bairros já foram destruídos.

“Até agora, há 82 mortes e mais de 160 feridos no ataque terrorista que teve como alvo estudantes, que faziam seu primeiro dia de exames na Universidade de Alepo”, declarou Akkad por telefone à agência France Presse. O Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, grupo opositor sediado em Londres, disse que pelo menos 52 pessoas foram mortas após as explosões, mas disse que o número poderia subir muito.

Ativistas afirmaram que mísseis disparados por um caça do governo foram responsáveis pelas explosões. Uma fonte militar disse que foram mísseis terra-ar disparados pelos rebeldes. As explosões ocorreram numa área perto dos dormitórios.

Dormitórios - Estragos causados em uma universidade após explosão ocorrida em Alepo. (Foto: AP Photo/SANA)