A partir de hoje, a travessia entre Santos e Vicente de Carvalho irá operar com apenas quatro embarcações de transporte de passageiros. A quinta Catamarã da região, com capacidade para 374 pessoas, será enviada para a travessia São Sebastião/Ilhabela, a pedido de políticos das duas cidades. A denúncia é do ex-vereador de Guarujá, Daniel Crisóstomo dos Santos. Ele soube da situação por intermédio de um funcionário de alto escalão da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa).
“Ele disse que a ida da embarcação vai prejudicar a travessia entre Santos e Vicente de Carvalho. Enquanto aqui se transporta cerca de mil pessoas por hora, a de lá (São Sebastião/Ilhabela) transporta essa mesma quantidade por dia. Poxa, duas embarcações pequenas resolveriam do Litoral Norte. Os trabalhadores da Baixada serão bastante prejudicados”, afirma Crisóstomo.
A Dersa garante que a lancha LS-02, que está sendo preparada para operar no novo serviço de travessia de pedestres a ser implantado na Travessia São Sebastião/Ilhabela, não faz parte da frota atual da Travessia Santos/Vicente de Carvalho, composta de cinco embarcações: Itapema I, Canéu, Paicará, LS-03 e LS-05.
Em dezembro, a Travessia Santos/Vicente de Carvalho transportou 424 mil pessoas. A demanda tem sido atendida dentro dos padrões de tempo considerados adequados, entre 12 e 20 minutos de espera, com a utilização de três embarcações, mantendo no mínimo uma reserva para eventualidades. Em São Sebastião/Ilhabela não há catamarãs em operação.
Independe das versões, o sistema local exige muitas embarcações, pois há histórico de paradas por problemas mecânicos. Ano passado, a Reportagem flagrou algumas catamarãs paradas no estaleiro da Dersa para manutenção.
Na ocasião foi infornado que os problemas mecânicos ocorrem porque os motores são feitos para longas distâncias e não para curtas. As paradas e os arranques são constantes. Os passageiros não param de reclamar de aparelhos de ar-condicionado insuficientes, barulho dos motores prejudicam os ouvidos e há superlotação das barcas e atrasos que, causam superlotação nas embarcações, atrapalhando a vida de quem tem horário para ingressar no trabalho.
O Governo do Estado investiu R$ 26,8 milhões nas embarcações. O horário de maior movimento é o das 5 às 8 horas. Cobrança é bidirecional e o valor de R$ 1,55 cobrado no embarque em ambos os sentidos da viagem. Os menores acompanhados, até a idade de 5 anos, ficam isentos de qualquer pagamento. Os estudantes regularmente matriculados nas escolas que comprovem a necessidade da travessia e aos professores no exercício de suas funções, poderão solicitar o cartão “Bilhete Inteligente Escolar”, que concede desconto de 50% no pagamento da tarifa.
