EUA enviará militares à África para treinar países contra extremistas

A equipe se limitará a treinar tropas e não será autorizada a conduzir operações militares sem autorização da secretaria de Defesa.

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25 DEZ 201212h26

O Exército dos Estados Unidos começará a enviar pequenas equipes para cerca de 35 países africanos no início do ano que vem. A medida faz parte dos esforços do Pentágono para treinar esses países para o combate a extremistas, além de deixar o governo norte-americano com forças prontas e treinadas para serem enviadas para a África, caso os problemas no continente exijam ação de soldados dos Estados Unidos.

A equipe se limitará a treinar tropas e não será autorizada a conduzir operações militares sem autorização da secretaria de Defesa. O foco na África se dá após uma onda de violência no norte do continente e em meio às discussões de diversos países sobre uma intervenção militar no Mali.

As ameaças de ações de grupos ligados à Al-Qaeda têm aumentado na África, com destaque para o grupo extremista Boko Haram na Nigéria. As autoridades acreditam que o ataque de 11 de setembro deste ano ao consulado norte-americano em Benghazi, que matou o embaixador e outros três norte-americanos, pode ter sido executado por um grupo ligado à Al-Qaeda.

As equipes dos Estados Unidos serão enviadas para países como Líbia, Sudão, Argélia, Nigéria, Quênia e Uganda, onde grupos extremistas estão ativos.

Os Estados Unidos já têm planos para a realização de cerca de 100 exercícios, programas de treinamento e outras atividades no continente africano. Porém, o novo programa enfrenta desafios como questões culturais e as línguas locais, assim como questões incômodas sobre quantos oficiais de baixa patente participarão da missão, já que os grupos serão compostos principalmente por militares de patentes mais altas e a serviço há mais tempo.

Para preencher as lacunas culturais com os militares africanos, o Exército norte-americano está usando vários meios, como as embaixadas e uma rede de organizações profissionais para encontrar soldados e especialistas que tenham como procedência alguns dos países africanos. Os especialistas podem ser usados durante o treinamento e os soldados podem tanto prestar assessoria quanto viajar com os grupos, quando eles iniciarem o programa. As informações são da Associated Press .