Cotidiano

EUA emitem alerta de segurança para aviões após explosões de foguetes da SpaceX

FAA adverte sobre aumento drástico de lixo espacial após destroços de Starship caírem perto de voos comerciais no Caribe

Giovanna Camiotto

Publicado em 16/01/2026 às 23:37

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A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) emitiu um alerta após a explosão de um foguete Starship / Pexels

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O aumento exponencial nos lançamentos de foguetes está criando um novo e perigoso desafio para a aviação comercial: o lixo espacial. A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) emitiu um alerta oficial de segurança (SAFO) para todas as companhias aéreas após um incidente crítico envolvendo a SpaceX.

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Destroços de um foguete Starship, que explodiu sobre o Caribe, caíram perigosamente perto de dois voos comerciais e um jato particular, acendendo o sinal vermelho nas autoridades.

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O documento da FAA destaca que falhas catastróficas durante lançamentos ou reentradas atmosféricas podem espalhar milhares de fragmentos em altitudes onde os aviões circulam. O risco é real, pois um pequeno pedaço de metal em alta velocidade pode causar danos irreparáveis a uma aeronave.

Com isso, os pilotos agora são orientados a não apenas olhar para os lados ou para baixo, mas também monitorar o que acontece acima deles. Entenda mais na galeria abaixo.

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O Starship é considerado o foguete mais poderoso já construído pela humanidade, superando em altura e empuxo o lendário Saturno V da era Apollo. Com 120 metros de altura, ele foi projetado para ser totalmente reutilizável, reduzindo drasticamente os custos de exploração espacial profunda/Pexels
O Starship é considerado o foguete mais poderoso já construído pela humanidade, superando em altura e empuxo o lendário Saturno V da era Apollo. Com 120 metros de altura, ele foi projetado para ser totalmente reutilizável, reduzindo drasticamente os custos de exploração espacial profunda/Pexels
O grande objetivo por trás do desenvolvimento do Starship é tornar a vida multiplanetária, com missões tripuladas para Marte. O sistema tem capacidade de carregar mais de 100 toneladas de carga, permitindo o transporte de suprimentos necessários para estabelecer a primeira colônia humana fora da Terra/Pexels
O grande objetivo por trás do desenvolvimento do Starship é tornar a vida multiplanetária, com missões tripuladas para Marte. O sistema tem capacidade de carregar mais de 100 toneladas de carga, permitindo o transporte de suprimentos necessários para estabelecer a primeira colônia humana fora da Terra/Pexels
Diferente dos foguetes tradicionais que são descartados após um único uso, o Starship foi desenhado para pousar verticalmente e ser relançado em pouco tempo. Essa engenharia busca transformar viagens espaciais em algo tão comum e frequente quanto os voos comerciais de aviões atuais/Pexels
Diferente dos foguetes tradicionais que são descartados após um único uso, o Starship foi desenhado para pousar verticalmente e ser relançado em pouco tempo. Essa engenharia busca transformar viagens espaciais em algo tão comum e frequente quanto os voos comerciais de aviões atuais/Pexels
A NASA selecionou uma variante do Starship para ser o veículo de pouso lunar na missão Artemis III. Isso significa que ele será o responsável por levar a primeira mulher e a próxima pessoa negra à superfície da Lua, marcando o retorno dos humanos ao solo lunar após mais de 50 anos/Pexels
A NASA selecionou uma variante do Starship para ser o veículo de pouso lunar na missão Artemis III. Isso significa que ele será o responsável por levar a primeira mulher e a próxima pessoa negra à superfície da Lua, marcando o retorno dos humanos ao solo lunar após mais de 50 anos/Pexels
Apesar dos avanços tecnológicos, os testes do Starship geram discussões sobre a segurança do espaço aéreo. Explosões durante lançamentos podem criar milhares de fragmentos que representam riscos para satélites e aeronaves comerciais, exigindo um monitoramento rigoroso das autoridades globais/Pexels
Apesar dos avanços tecnológicos, os testes do Starship geram discussões sobre a segurança do espaço aéreo. Explosões durante lançamentos podem criar milhares de fragmentos que representam riscos para satélites e aeronaves comerciais, exigindo um monitoramento rigoroso das autoridades globais/Pexels

O crescimento explosivo do setor espacial

O alerta não é um caso isolado, mas sim um reflexo do novo ritmo da corrida espacial liderada por empresas como a SpaceX e a Blue Origin. Os dados da FAA revelam uma progressão impressionante:

  • 2015: Apenas 14 lançamentos supervisionados.

  • 2023: O número saltou para 113.

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  • 2024: Atingiu a marca de 148.

  • Projeção para 2034: Entre 200 e 400 lançamentos anuais, podendo chegar a 566 no cenário mais intenso.

Novas diretrizes para os pilotos

Embora a FAA não tenha imposto novas leis proibitivas, o guia recomenda que as companhias aéreas treinem suas tripulações para lidar com "áreas de resposta a detritos". Entre as principais orientações estão:

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  • Verificar rigorosamente os NOTAMs (avisos oficiais) sobre janelas de lançamento.

  • Carregar combustível extra para desvios de rota inesperados ou esperas prolongadas.

  • Analisar se trajetórias de reentrada de foguetes cruzam as rotas de voo planejadas.

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  • Identificar aeroportos alternativos com antecedência caso o espaço aéreo seja fechado subitamente.

O recado do governo americano é claro: a tecnologia dos foguetes está evoluindo, mas o risco de explosões nunca desaparecerá completamente. Com o céu cada vez mais congestionado por satélites e missões interplanetárias, a aviação comercial terá que aprender a conviver com a "chuva" de destroços que vem do espaço.

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