A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) emitiu um alerta após a explosão de um foguete Starship / Pexels
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O aumento exponencial nos lançamentos de foguetes está criando um novo e perigoso desafio para a aviação comercial: o lixo espacial. A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) emitiu um alerta oficial de segurança (SAFO) para todas as companhias aéreas após um incidente crítico envolvendo a SpaceX.
Destroços de um foguete Starship, que explodiu sobre o Caribe, caíram perigosamente perto de dois voos comerciais e um jato particular, acendendo o sinal vermelho nas autoridades.
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O documento da FAA destaca que falhas catastróficas durante lançamentos ou reentradas atmosféricas podem espalhar milhares de fragmentos em altitudes onde os aviões circulam. O risco é real, pois um pequeno pedaço de metal em alta velocidade pode causar danos irreparáveis a uma aeronave.
Com isso, os pilotos agora são orientados a não apenas olhar para os lados ou para baixo, mas também monitorar o que acontece acima deles. Entenda mais na galeria abaixo.
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O alerta não é um caso isolado, mas sim um reflexo do novo ritmo da corrida espacial liderada por empresas como a SpaceX e a Blue Origin. Os dados da FAA revelam uma progressão impressionante:
2015: Apenas 14 lançamentos supervisionados.
2023: O número saltou para 113.
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2024: Atingiu a marca de 148.
Projeção para 2034: Entre 200 e 400 lançamentos anuais, podendo chegar a 566 no cenário mais intenso.
Embora a FAA não tenha imposto novas leis proibitivas, o guia recomenda que as companhias aéreas treinem suas tripulações para lidar com "áreas de resposta a detritos". Entre as principais orientações estão:
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Verificar rigorosamente os NOTAMs (avisos oficiais) sobre janelas de lançamento.
Carregar combustível extra para desvios de rota inesperados ou esperas prolongadas.
Analisar se trajetórias de reentrada de foguetes cruzam as rotas de voo planejadas.
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Identificar aeroportos alternativos com antecedência caso o espaço aéreo seja fechado subitamente.
O recado do governo americano é claro: a tecnologia dos foguetes está evoluindo, mas o risco de explosões nunca desaparecerá completamente. Com o céu cada vez mais congestionado por satélites e missões interplanetárias, a aviação comercial terá que aprender a conviver com a "chuva" de destroços que vem do espaço.