is de alunos da UME Pedro Crescenti, localizada no Jardim Rádio Clube, na Zona Noroeste, em Santos, estão preocupados com as reclamações que os filhos têm feito em casa. O caso mais recente relatado pelos responsáveis foi a queda de uma árvore do pátio de recreação da escola após a chuva e os fortes ventos que acometeram a cidade no mês passado.
“O telhado fica sobre o corredor que leva à sala do meu filho. Fizeram uns consertos rápidos para continuar as aulas e não terem que transferir as crianças para outras escolas. Mas a parede, que também foi afetada, continua com infiltração e outros danos”, relata a ajudante de cozinha Sônia de Jesus Souza, que tem um filho matriculado na unidade.
De acordo com a mãe, a instituição, que atende crianças de Ensino Infantil e Fundamental do 1º ao 5º ano, apresenta problemas na estrutura antes mesmo da última intempérie.
Quando chove, baldes são colocados entre as carteiras dos estudantes para a contenção das goteiras. Os estudantes reclamam ainda das condições das lousas, torneiras, maçanetas, portões e de fiações elétricas danificadas. A falta de limpeza periódica da caixa d’água do local também foi mencionada.
“A escola está em estado decadente. E a Prefeitura não faz nada, parece que estamos abandonados. Estou cansada de não ver providências sendo tomadas”, desabafa Sônia, que afirmou também que não tem visto a presença de viaturas da Guarda Municipal nos horários de entrada e saída dos estudantes.
Outros pais de alunos, que não quiseram se identificar, alegaram ainda que sacos de lixo ficam acumulados ao lado dos muros da escola e que uma poda mais frequente das árvores do quarteirão onde a unidade escolar se localiza evitaria incidentes futuros.
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Providências
Os pais dos estudantes afirmaram ainda que representantes da secretária de Educação (Seduc) realizaram uma reunião, em abril deste ano, para informar que uma verba seria destinada às reformas da unidade escolar. Porém, nenhum projeto foi concretizado até o momento.
Após receber denúncias sobre a situação da escola, o vereador e presidente da Comissão Permanente de Educação da Câmara Municipal de Santos, Prof. Igor Martins (PSB), visitou a unidade e apresentou em plenário da Câmara três requerimentos à Prefeitura pedindo urgência na questão da unidade, que atende aproximadamente 700 alunos, nos períodos da manhã e tarde.
Resposta
Questionada sobre os problemas apontados pela reportagem, a Seduc esclareceu, em comunicado, que a árvore e o coqueiro que caíram em função da forte ventania e chuva foram cortados para facilitar a retirada do local no mesmo dia da queda. A remoção foi no dia seguinte, quando também começaram os trabalhos para o reparo da parte danificada do telhado.
Segundo a nota, a licitação para a primeira fase da reforma geral da escola já foi finalizada com a contratação da empresa Escopo Construtora Ltda. para a execução da obra. A Seduc disse ainda que a direção da unidade disponibilizou, sempre que solicitado, o número do processo para que os pais pudessem acompanhar o trâmite.
Quanto ao lixo, a Administração Municipal informou que não é proveniente da unidade e que a direção da escola solicita a retirada sempre que constata o acúmulo desses materiais no muro externo, além disso, é realizado um trabalho de conscientização com a comunidade escolar. E, ao contrário do que foi alegado pela mãe entrevistada pela reportagem, a Seduc disse que a ronda escolar da Guarda Municipal passa frequentemente pela unidade.
