Cotidiano

Este peixe sobreviveu 140 milhões de anos, mas hoje está à beira da extinção

Desde 2020, a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) o classifica como criticamente ameaçado

Fábio Rocha

Publicado em 10/03/2026 às 13:46

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

O caso do manjuari mostra como espécies endêmicas podem desaparecer rapidamente sem atenção especializada / Reprodução MSN/Reuters

Continua depois da publicidade

Nos remotos pântanos de Zapata, em Cuba, uma espécie única enfrenta um perigo real: o manjuari, ou peixe-agulha cubano, está à beira da extinção.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Desde 2020, a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) o classifica como criticamente ameaçado, sinalizando que sua sobrevivência na natureza está seriamente comprometida.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Cansou do peixe? Terra da Linguiça vira destino gastronômico queridinho em 2026

• Peixe do Fim do Mundo: Turistas flagram criatura lendária e tentam resgate impossível no México

• Terra do pintado: peixe é destaque da gastronomia em um dos destinos mais famosos do Brasil

Um tesouro vivo de milhões de anos

Para os biólogos locais, o manjuari é mais do que apenas um peixe. Segundo Andrés Hurtado, especialista do parque, trata-se de “uma relíquia biológica com 140 milhões de anos”, uma espécie que sobreviveu a mudanças drásticas no planeta, mas que hoje luta contra a ação humana e pressões ambientais.

Os inimigos do manjuari

A queda da população tem múltiplas causas. Alterações climáticas, destruição de habitat, pesca ilegal e espécies invasoras contribuíram para o declínio.

Continua depois da publicidade

Entre essas ameaças, destaca-se o peixe-gato africano, introduzido nos anos 1990, que rapidamente se tornou predador dominante, desequilibrando o ecossistema local.

Programas de reprodução: a esperança do retorno

Para evitar a extinção, pesquisadores criaram um programa de reprodução em cativeiro, quase como um hospital para peixes.

Os manjuaris capturados passam por quarentena, medições físicas e acompanhamento constante, garantindo que estejam saudáveis antes de serem incorporados ao plantel reprodutor.

Continua depois da publicidade

Veja mais: Peixe do Fim do Mundo: Turistas flagram criatura lendária e tentam resgate impossível no México.

O protocolo inclui avaliações de comprimento, peso e condição corporal, permitindo que os especialistas determinem a alimentação ideal e o momento certo para devolver os animais à natureza.

Resultados tímidos, mas promissores

Monitorar a população ainda é um desafio. Os jovens manjuaris são pequenos e difíceis de localizar nas lagoas. Mesmo assim, os pesquisadores percebem sinais sutis de progresso, reforçando a esperança de que, com cuidado contínuo, a espécie possa sobreviver e recuperar seus números.

Continua depois da publicidade

Um chamado à conservação

O caso do manjuari mostra como espécies endêmicas podem desaparecer rapidamente sem atenção especializada. Cada passo do programa de reprodução representa uma chance de salvar um tesouro biológico de milhões de anos, lembrando que a preservação da biodiversidade depende de ação e vigilância constantes.

TAGS :

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software