Estado repassa mais de R$ 300 mil para a saúde de Guarujá

Cidade é a única da região que receberá a verba por ter conseguido realizar as cirurgias pactuadas no programa de 2017

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01 MAR 2018Por Da Reportagem08h20
Cirurgias foram realizadas através de uma parceria com o Hospital Santo AmaroFoto: Matheus Tagé/Arquivo DL

O estado de São Paulo irá receber do Ministério da Saúde R$ 26 milhões para realização de cirurgias eletivas. Na Baixada Santista, Guarujá é a única cidade que terá direito ao repasse, num total de R$ 304.885,13, por ter conseguido realizar as cirurgias pactuadas no programa de 2017, através de uma parceria com o Hospital Santo Amaro.

A Secretaria de Saúde de Guarujá informou que o valor será repassado ao longo deste ano, mediante a execução dos procedimentos cirúrgicos, regido pela Portaria nº 1.294/GM/MS de 25/05/2017.

Para conseguir suprir a demanda, a pasta explicou que durante as negociações com o HSA o foco foi a realização de mutirão de cirurgias eletivas contempladas pela portaria e que estavam represadas no município, sendo inseridas metas quantitativas e qualitativas na contratualização com o Hospital.

Balanço

No ano passado foram realizados 24.469 procedimentos em 18 municípios do Estado. De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a medida visa reforçar as estratégias de ampliação aos procedimentos eletivos.

“Municípios que já conseguiram organizar a fila dos pacientes que aguardam por alguma cirurgia têm a oportunidade de reduzi-la ainda mais e garantir melhor encaminhamento e tratamento. Essa iniciativa vai ajudar a diminuir a demanda e a reorganizar a lista de espera”, reforçou Barros.

Estão previstas entre as cirurgias eletivas procedimentos de média e alta complexidade, sem caráter de urgência, como cirurgias de pele, tecido subcutâneo, oftalmológicas; cirurgias das glândulas endócrinas; cirurgias do sistema nervoso central e periférico; cirurgias das vias aéreas superiores, da face, cabeça e pescoço; cirurgias e oncológicas; cirurgias do aparelho circulatório e digestivo e cirurgias do aparelho osteomuscular.

Esses procedimentos fazem parte da rotina dos atendimentos oferecidos à população nos hospitais de todo o país, de forma integral e gratuita, por meio do Sistema Único de Saúde.

Fila única

Em 2017, o Ministério da Saúde, em uma ação conjunta com estados e municípios, adotou o modelo de fila única para cirurgias eletivas em todo país. Foi feito um levantamento de toda a demanda do SUS por estado para organizar a rede de saúde, acelerar o atendimento do cidadão e reduzir o tempo de espera. Para isso, além do valor repassado mensalmente, foram garantidos R$ 250 milhões extras. Parte desse valor já foi liberado para realização de mutirões, o equivalente a R$ 41,6 milhões.

Para receberem os recursos, estados e municípios deveriam, obrigatoriamente, estar com a fila única atualizada e cadastrada junto ao Governo Federal, o que garante mais transparência e agilidade no atendimento aos pacientes, que muitas vezes ficam sujeitos à lista de espera de um único hospital e deixam de concorrer a vagas disponíveis em outras unidades de saúde da região.

Em julho passado, quando foi fechada a primeira lista para cirurgias eletivas no SUS, haviam 804.961 solicitações. Com base nesses dados, o Governo Federal realizou uma análise das informações recebidas e constatou algumas inconsistências, como a existência de duplicidade dos cadastros. Após a avaliação, feita pela Ouvidoria do SUS por contato telefônico, chegou-se à conclusão de que havia 667.014 pacientes aguardando por algum procedimento eletivo no país.

As três cirurgias mais demandadas são as do aparelho digestivo, órgãos anexos e parede abdominal (185.666), aparelho da visão (137.776) e aparelho geniturinário (121.205).