Estado de Ohio adia execuções penais previstas para 2016

Segundo o Departamento de Reabilitações e Correções de Ohio, não foi possível obter as substâncias necessárias para ministrar as injeções letais

O Estado americano de Ohio anunciou nesta segunda (19) que adiará, pelo menos até 2017, todas as execuções que estavam previstas para 2016 em seu território. Segundo o Departamento de Reabilitações e Correções de Ohio, não foi possível obter as substâncias necessárias para ministrar as injeções letais, o pentobarbital e o tiopental sódico.

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A dificuldade é similar em outros Estados americanos que ainda praticam a pena de morte. Na semana passada, Oklahoma anunciou que nenhuma execução será realizada em seu território até pelo menos o ano que vem.

Nos últimos anos, os fabricantes europeus dessas drogas, reagindo à pressão de grupos contrários à pena de morte, bloquearam sua venda para uso em execuções.
Ao tentar contornar o bloqueio, em janeiro de 2014, o Estado de Ohio administrou uma injeção letal -não testada- cujo sedativo havia sido substituído por midazolam, o que fez com que o preso Dennis McGuire agonizasse por 25 minutos antes de ir a óbito.

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Desde então, todas as execuções no Estado foram progressivamente adiadas.

Recentemente, no entanto, a Suprema Corte dos EUA decidiu que a administração do midazolam em execuções penais não violava a Constituição, que proíbe punições cruéis e não usuais.

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Onze execuções previstas para 2016 em Ohio foram adiadas. A primeira, marcada para 21 de janeiro de 2016, seria de Ronald Phillips, condenado pelo estupro e assassinato de uma menina de três anos em 1993. A execução foi remarcada para 12 de janeiro de 2017.