Cotidiano

Esta é a cidade mais populosa do mundo que está afundando e corre risco de sumir

Essa capital enfrenta um afundamento acelerado que ameaça a segurança de sua população e a infraestrutura nacional

Luna Almeida

Publicado em 02/01/2026 às 21:30

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O número de habitantes supera a soma de Portugal, Bélgica e Holanda / Unsplash/David Kristianto

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Em Jacarta, a vida de quase 42 milhões de pessoas se desenrola sob a ameaça direta da subsidência acelerada — o fenômeno de afundamento do solo. De acordo com o mais recente relatório de perspectivas urbanas da ONU, a densidade demográfica e a expansão desenfreada colocam a capital indonésia em uma posição de vulnerabilidade crítica diante da crise climática global.

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A escala da população local é impressionante: o número de habitantes supera a soma de Portugal, Bélgica e Holanda, e já ultrapassa o total de residentes de países como Canadá e Austrália. 

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Recentemente, devido a mudanças em metodologias estatísticas, Jacarta assumiu a liderança global à frente de Tóquio, tornando-se a área urbana mais densamente povoada do planeta.

As causas por trás do afundamento

Jacarta assumiu a liderança global à frente de Tóquio, tornando-se a área urbana mais densamente povoada do planeta / Unsplash/Mufid Majnun
Jacarta assumiu a liderança global à frente de Tóquio, tornando-se a área urbana mais densamente povoada do planeta / Unsplash/Mufid Majnun
O crescimento de Jacarta não seguiu um planejamento estruturado / Pixabay/zulvankurniawan
O crescimento de Jacarta não seguiu um planejamento estruturado / Pixabay/zulvankurniawan
Na zona norte de Jacarta, o cenário é ainda mais grave, com diversas áreas já situadas abaixo do nível do mar / Pixabay
Na zona norte de Jacarta, o cenário é ainda mais grave, com diversas áreas já situadas abaixo do nível do mar / Pixabay
O tráfego congestionado e os desastres naturais frequentes geram custos econômicos altíssimos / Wikimedia Commons/David Wadie Fisher-Freberg
O tráfego congestionado e os desastres naturais frequentes geram custos econômicos altíssimos / Wikimedia Commons/David Wadie Fisher-Freberg
O fenômeno não é apenas geológico, mas fruto de décadas de pressão urbana desordenada / Unsplash/ Rafli Raihan
O fenômeno não é apenas geológico, mas fruto de décadas de pressão urbana desordenada / Unsplash/ Rafli Raihan
O número de habitantes supera a soma de Portugal, Bélgica e Holanda / Unsplash/David Kristianto
O número de habitantes supera a soma de Portugal, Bélgica e Holanda / Unsplash/David Kristianto

O fenômeno não é apenas geológico, mas fruto de décadas de pressão urbana desordenada. Especialistas apontam que a extração excessiva de água subterrânea é o principal vilão: sem uma rede de água potável adequada, a população recorre aos aquíferos, o que desestabiliza o subsolo. 

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Esse processo, somado ao peso das construções e à compressão natural dos sedimentos, faz com que partes da cidade afundem vários centímetros todos os anos.

Na zona norte de Jacarta, o cenário é ainda mais grave, com diversas áreas já situadas abaixo do nível do mar. Como cidade costeira, a capital sofre com inundações recorrentes, intensificadas pela elevação do nível do mar e por tempestades cada vez mais extremas.

Ouro e lama: os contrastes da megacidade

O crescimento de Jacarta não seguiu um planejamento estruturado, resultando em um mosaico de contrastes sociais. Modernos centros comerciais dividem espaço com assentamentos informais, criando uma fragmentação que dificulta a implementação de serviços básicos e políticas de habitação. 

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O tráfego congestionado e os desastres naturais frequentes geram custos econômicos altíssimos, afetando a produtividade de toda a Indonésia.

Estratégias de sobrevivência

Para evitar um colapso total, o governo indonésio aposta em soluções de engenharia e política urbana:

Muro Marinho Gigante: Um sistema de defesa costeira projetado para conter as marés.

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Mobilidade: Expansão das linhas de metrô e trens leves para reduzir a poluição e o tráfego.

Nusantara: A medida mais radical é a transferência da sede administrativa para uma nova capital na ilha de Bornéu. A ideia é aliviar a pressão sobre Jacarta, embora o processo enfrente desafios logísticos e não resolva, por si só, a densidade econômica da metrópole original.

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