O levantamento traz um raio-x preocupante sobre quem está enfrentando dificuldades para fechar as contas na cidade / Divulgação
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Janeiro de 2026 começou pesado para o bolso do santista. Segundo dados da CDL Santos Praia e do SPC Brasil, a cidade registrou a quarta alta consecutiva no número de moradores com o 'nome sujo'. O acumulado de 12 meses em Santos já chega a 10,10%, superando as médias do Estado de São Paulo e do Brasil.
O levantamento traz um raio-x preocupante sobre quem está enfrentando dificuldades para fechar as contas na cidade:
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Faixa etária: A maior concentração de dívidas está entre pessoas de 50 a 64 anos (24,99% do total).
Gênero: O cenário é equilibrado, com as mulheres (52,59%) liderando ligeiramente as pendências.
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Valor da dívida: Em média, cada negativado em Santos deve R$ 6.286,82.
Para Nicolau Miguel Obeidi, presidente da CDL Santos Praia, o culpado é o "combo" de início de ano: IPVA, IPTU e Material Escolar, somados às parcelas das compras de Natal.
'Muitas vezes, o orçamento não suporta essa concentração de boletos e a situação vira uma bola de neve', explica.
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O setor bancário é o grande 'vilão' do endividamento santista, concentrando 78,30% de todas as dívidas em atraso. Em seguida, aparecem as contas básicas de sobrevivência:
Água e Luz: 6,15%
Comunicação (Internet/Celular): 3,73%
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Comércio local: 2,54%
Um dado que impressiona é a persistência da dívida: o tempo médio de atraso em Santos é de 29,5 meses. Ou seja, quase dois anos e meio de restrição ao crédito para o consumidor local.