Cotidiano

Está com nome sujo? Inadimplência dispara e Santos registra quarta alta seguida

Levantamento da CDL aponta quarta alta consecutiva e crescimento de 10% no comparativo anual

Ana Clara Durazzo

Publicado em 02/03/2026 às 14:30

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O levantamento traz um raio-x preocupante sobre quem está enfrentando dificuldades para fechar as contas na cidade / Divulgação

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Janeiro de 2026 começou pesado para o bolso do santista. Segundo dados da CDL Santos Praia e do SPC Brasil, a cidade registrou a quarta alta consecutiva no número de moradores com o 'nome sujo'. O acumulado de 12 meses em Santos já chega a 10,10%, superando as médias do Estado de São Paulo e do Brasil.

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1. O perfil de quem deve em Santos

O levantamento traz um raio-x preocupante sobre quem está enfrentando dificuldades para fechar as contas na cidade:

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• Inadimplência cresce há 12 meses seguidos em Santos e supera média nacional em agosto

• Inadimplência sobe pelo 9º mês seguido em Santos e dívidas com bancos já passam de 80%

• Santos registra aumento da inadimplência pelo quinto mês seguido

  • Faixa etária: A maior concentração de dívidas está entre pessoas de 50 a 64 anos (24,99% do total).

  • Gênero: O cenário é equilibrado, com as mulheres (52,59%) liderando ligeiramente as pendências.

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  • Valor da dívida: Em média, cada negativado em Santos deve R$ 6.286,82.

2. Por que as contas não fecham?

Para Nicolau Miguel Obeidi, presidente da CDL Santos Praia, o culpado é o "combo" de início de ano: IPVA, IPTU e Material Escolar, somados às parcelas das compras de Natal.

'Muitas vezes, o orçamento não suporta essa concentração de boletos e a situação vira uma bola de neve', explica.

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3. Bancos dominam as pendências

O setor bancário é o grande 'vilão' do endividamento santista, concentrando 78,30% de todas as dívidas em atraso. Em seguida, aparecem as contas básicas de sobrevivência:

  • Água e Luz: 6,15%

  • Comunicação (Internet/Celular): 3,73%

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  • Comércio local: 2,54%

4. O tempo do 'nome sujo'

Um dado que impressiona é a persistência da dívida: o tempo médio de atraso em Santos é de 29,5 meses. Ou seja, quase dois anos e meio de restrição ao crédito para o consumidor local.

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