Ao ser aplicado sobre um pingo de óleo ainda fresco, o pó de giz atua como uma espécie de 'esponja microscópica' / ImageFX
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Um objeto comum em salas de aula pode ser um aliado inesperado na lavanderia. O giz escolar branco, usado corretamente, pode ajudar a remover manchas recentes de gordura em roupas de forma eficaz, antes mesmo de a peça ir para a máquina de lavar. A explicação está na física — mais especificamente no processo de adsorção.
Ao ser aplicado sobre um pingo de óleo ainda fresco, o pó de giz atua como uma espécie de 'esponja microscópica'. Composto majoritariamente por carbonato de cálcio, o material possui uma estrutura altamente porosa, capaz de extrair fisicamente a gordura das fibras do tecido, impedindo que ela se fixe de vez.
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A dificuldade em remover manchas oleosas está na própria química: água e óleo não se misturam. Enquanto a água é polar, as moléculas de gordura são apolares e hidrofóbicas, o que faz com que a água simplesmente escorra pela mancha sem dissolvê-la.
Pior: molhar o tecido engordurado sem um tratamento prévio pode criar uma barreira que 'tranca' o óleo ainda mais fundo nas fibras, dificultando a ação do detergente. Por isso, a remoção do excesso de gordura a seco é essencial para o sucesso da lavagem.
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Segundo especialistas consultados por sites de cuidados domésticos como Homes and Gardens, o segredo do giz está na capilaridade e na alta capacidade de absorção do carbonato de cálcio. Quando o pó entra em contato com o óleo líquido, a gordura migra do tecido para os poros secos do giz.
É um processo puramente físico: o óleo 'prefere' ocupar os poros do material absorvente a permanecer preso à trama da roupa.
A técnica funciona melhor em manchas frescas, que ainda não secaram. Veja como aplicar corretamente:
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Retire o excesso de óleo com papel-toalha, apenas encostando, sem esfregar;
Cubra toda a mancha riscando bem com giz escolar branco;
Deixe agir por 10 a 15 minutos, até o pó escurecer;
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Bata a peça para remover o excesso de giz e lave normalmente.
A mudança de cor do pó indica que a gordura foi absorvida.
Nem todo giz serve. O indicado é exclusivamente o giz branco escolar tradicional, seco e poeirento. Gizes coloridos podem manchar tecidos claros, enquanto gizes de cera ou pastéis oleosos contêm gordura na própria composição, anulando o efeito desejado.
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Quando o óleo já secou ou a mancha é antiga, o efeito do giz diminui. Nesses casos, métodos químicos, como detergente de louça ou bicarbonato de sódio, tendem a ser mais eficientes, conforme recomenda o site The Kitchn.
Ainda assim, o giz pode funcionar como etapa inicial, reduzindo a quantidade de gordura antes da aplicação de um tira-manchas mais potente. Ao preparar o tecido, ele facilita a ação dos surfactantes do sabão durante a lavagem.
Simples, barato e baseado na ciência, o truque do giz mostra que soluções domésticas eficazes nem sempre exigem produtos sofisticados.
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