Cotidiano

Esqueça o frango: estes peixes baratos são mais ricos em proteína e salvam sua dieta

Enquanto o peito de frango entrega cerca de 31g de proteína a cada 100g, espécies como sardinha e atum enlatado superam esse número e custam menos do que você imagina

Nathalia Alves

Publicado em 06/03/2026 às 14:45

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Nutricionistas revelam uma lista de peixes acessíveis, encontrados em qualquer supermercado, que oferecem mais proteína por porção que o frango / Reprodução/Freepik

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O peixe é um dos alimentos mais completos e recomendados por nutricionistas para quem busca melhorar a saúde, ganhar massa muscular ou perder peso. Rico em proteínas de alto valor biológico, vitaminas e gorduras saudáveis, ele se destaca como opção versátil para diferentes perfis de dieta. Contudo, nem todas as espécies são iguais.

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De acordo com especialistas em nutrição, alguns peixes oferecem concentrações mais elevadas de proteína, além de nutrientes fundamentais como ômega-3, vitamina D e selênio. Conhecer essas diferenças pode ajudar o consumidor a fazer escolhas mais adequadas aos seus objetivos.

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Esta galeria reúne os peixes com maior teor de proteína por 100g  e ainda traz dicas de preparo e cuidados com o consumo. Deslize para descobrir qual deles combina mais com sua dieta/Freepik
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Com impressionantes 32g de proteína a cada 100g, a sardinha lidera o ranking  e ainda entrega ômega-3 e cálcio de quebra. Apesar de barata e acessível, muitos brasileiros ainda subestimam esse peixão. Saiba por que ele merece um lugar no seu prato/Freepik
Com impressionantes 32g de proteína a cada 100g, a sardinha lidera o ranking e ainda entrega ômega-3 e cálcio de quebra. Apesar de barata e acessível, muitos brasileiros ainda subestimam esse peixão. Saiba por que ele merece um lugar no seu prato/Freepik
Com 20g a 23g de proteína por 100g, o salmão não é o mais proteico da lista, mas compensa com a combinação imbatível de gorduras boas, vitamina D e selênio. Versátil, vai bem grelhado, assado ou até cru no sashimi/Freepik
Com 20g a 23g de proteína por 100g, o salmão não é o mais proteico da lista, mas compensa com a combinação imbatível de gorduras boas, vitamina D e selênio. Versátil, vai bem grelhado, assado ou até cru no sashimi/Freepik
Peixe típico da região Norte, o tambaqui entrega cerca de 19,9g de proteína por 100g e tem se popularizado em todo o país. Sabor marcante e carne suculenta fazem dele uma opção cada vez mais presente nos mercados do Sudeste e Centro-Oeste/Freepik
Peixe típico da região Norte, o tambaqui entrega cerca de 19,9g de proteína por 100g e tem se popularizado em todo o país. Sabor marcante e carne suculenta fazem dele uma opção cada vez mais presente nos mercados do Sudeste e Centro-Oeste/Freepik
Atum, cavala e garoupa estão entre os mais proteicos, mas exigem moderação: eles podem acumular mercúrio, metal pesado que faz mal à saúde em excesso. Especialistas recomendam consumi-los de uma a duas vezes por semana e variar as espécies/Freepik
Atum, cavala e garoupa estão entre os mais proteicos, mas exigem moderação: eles podem acumular mercúrio, metal pesado que faz mal à saúde em excesso. Especialistas recomendam consumi-los de uma a duas vezes por semana e variar as espécies/Freepik
Tilápia e linguado são opções magras, com poucas espinhas e preparo simples, ideais para quem tem rotina corrida mas não abre mão de uma alimentação saudável. Grelhados, assados ou em filés empanados, eles salvam qualquer jantar/Freepik
Tilápia e linguado são opções magras, com poucas espinhas e preparo simples, ideais para quem tem rotina corrida mas não abre mão de uma alimentação saudável. Grelhados, assados ou em filés empanados, eles salvam qualquer jantar/Freepik

Os campeões em proteína

Levantamento feito com base em tabelas nutricionais e recomendações de nutricionistas aponta as espécies com maior teor proteico por 100 gramas:

  • Sardinha: lidera a lista com cerca de 32g de proteína, além de ser rica em ômega-3 e cálcio.

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  • Atum (fresco ou enlatado): oferece entre 25g e 30g de proteína, mas exige moderação devido aos níveis de mercúrio.

  • Biqueirão/Anchova: versão enlatada pode chegar a 29g de proteína por 100g.

  • Cavala: próxima do atum, com aproximadamente 29g de proteína por 100g.

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  • Garoupa: cerca de 25g de proteína por 100g, também com recomendação de consumo moderado.

  • Truta: aproximadamente 24g de proteína por 100g, com baixo teor de mercúrio.

  • Salmão: oferece de 20g a 23g de proteína por 100g, somada a alto teor de gorduras boas.

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  • Tainha: cerca de 20,9g de proteína por 100g.

  • Tambaqui: peixe brasileiro com 19,9g de proteína por 100g.

  • Linguado: carne magra e delicada, com aproximadamente 22g de proteína por 100g.

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  • Tilápia: opção magra e acessível, com 18g a 22g de proteína por 100g.

  • Merluza: cerca de 18g de proteína por 100g, rica em selênio e de baixo custo.

  • Robalo: aproximadamente 18g de proteína por 100g, bastante versátil na cozinha.

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Por que incluir peixe na dieta?

O consumo regular de peixe vai além do aporte proteico. A carne é fonte de gorduras benéficas, como ômega-3 e ômega-6, que protegem o coração e têm ação anti-inflamatória. Também fornece vitaminas do complexo B, D e E, essenciais para o metabolismo energético, a saúde óssea e a imunidade.

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Minerais como selênio, iodo, cálcio, fósforo, potássio, ferro e zinco completam o perfil nutricional, atuando em funções que vão da contração muscular à proteção celular. Outra vantagem é a fácil digestão que por ser leve, o peixe é uma ótima opção para o jantar, já que não sobrecarrega o organismo durante o sono.

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Para quem busca ganho de massa muscular, o peixe é um grande aliado. Por conter proteínas de alto valor biológico, ele fornece todos os aminoácidos essenciais para a recuperação e o crescimento das fibras musculares. Espécies como salmão, sardinha, atum e tilápia estão entre as mais indicadas por nutricionistas para praticantes de atividade física.

Benefícios ampliados para a saúde

Estudos indicam que o consumo de peixes ricos em proteína também contribui para:

  • Fortalecimento dos ossos e dentes, graças à presença de cálcio e vitamina D;

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  • Manutenção do peso corporal, por fornecer energia sem acúmulo de gorduras ruins;

  • Melhora da função cardiovascular, com regulação dos níveis de colesterol;

  • Redução do risco de doenças crônicas, já que o selênio fortalece o sistema imunológico e protege as células contra danos oxidativos.

Qual o peixe mais saudável?

Embora todos os peixes sejam nutritivos, o salmão é frequentemente citado como um dos mais completos, pela combinação equilibrada de proteínas, gorduras boas e vitaminas. A sardinha e a tilápia também se destacam por serem opções acessíveis e altamente benéficas para a maioria da população.

Especialistas alertam, no entanto, para o consumo moderado de algumas espécies. Peixes como atum, cavala e garoupa podem acumular níveis mais elevados de mercúrio, metal pesado que, em excesso, oferece riscos à saúde. A recomendação é consumi-los de uma a duas vezes por semana e variar as espécies para garantir uma dieta equilibrada e segura.

Versatilidade na cozinha

Os peixes podem ser preparados de diversas formas como grelhados, assados, cozidos, em ceviche ou crus (sashimi). Espécies como tilápia e linguado, com poucas espinhas, são práticas para o dia a dia, enquanto salmão e robalo permitem preparos mais sofisticados.

Incluir peixes ricos em proteína na alimentação semanal é uma estratégia inteligente para quem busca saúde, disposição e qualidade de vida, com a vantagem de poder variar entre as inúmeras espécies disponíveis no Brasil.
 

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